Manuel Clemente considera as missões uma urgência evangélica. Foto: DR

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Clemente, defendeu esta segunda-feira, dai 9 de abril, em Fátima, a harmonização na mensagem transmitida à comunicação social, no discurso de abertura da 194.ª Assembleia Plenária da CEP.

Manuel Clemente salientou que durante a Assembleia Plenária, que começou dia 9 de abril e termina na quinta-feira, dia 12, será analisado um “Plano de Comunicação Social da Igreja” que, visa articular iniciativas, protagonistas e meios.

“A Igreja Católica em Portugal tem várias iniciativas, vários protagonistas, vários meios, mas falta a harmonização, que o projeto tem de incorporar e planificar”, afirmou o cardeal patriarca de Lisboa.

Admitindo que nunca se irá tirar aquilo que é a “originalidade de cada meio ou de cada grupo, de cada instituição”, o objetivo é que “em parceria, o mesmo acontecimento, a mesma notícia, ou a mesma reflexão possa circular por mais intervenientes e possa atingir mais públicos”.

Manuel Clemente acrescentou que é necessário “corresponder à sociocultura atual, que tanto inclui a pluralidade das abordagens como requer a definição dos interlocutores, no essencial da respetiva mensagem e na precisão dos posicionamentos”.

“A própria vivência interna da comunidade eclesial pode e deve ser uma escola de comunicação nesse sentido, projetada depois no mundo mediático em geral”, frisou.

O cardeal patriarca defendeu ainda a proposta de um Plano de Formação de Catequistas, que considerou de “particular importância na vida da Igreja”.

Para o presidente da CEP, “nem sempre se presta a devida atenção ao facto de a catequese incluir no seu exercício a maior parte do que poderíamos chamar o catolicismo comunitário e ativo”, que é transmitido por “dezenas de milhar de catequistas”.

“Hoje em dia, a variação quase constante de situações locais e culturais, mediaticamente potenciada, desafia o crente, e em especial os transmissores da mensagem cristã, para o aprofundamento das convicções e suas bases, bem como para ganhar linguagem e comunicação eficientes. É um desafio permanente que exige formação contínua”, salientou D. Manuel Clemente.

Segundo o cardeal patriarca, a “boa formação é aquela que nunca desiste de aprender mais para comunicar melhor”.

Foi ainda anunciado que serão eleitos dois bispos da CEP para o Sínodo dos Bispos, que decorrerá em outubro em Roma, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Agência de Notícias de Portugal

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