Centro João Paulo II, onde doentes profundos vivem a esperança. Foto: DR

Com 192 residentes, o Centro de Apoio a Deficientes João Paulo II tem sempre a lotação esgotada e uma procura permanente, o que obriga a ter uma equipa bem preparada para dar resposta a cada um dos utentes.

Os doentes profundos são os habitantes desta casa criada em 1989 e que pertence à União das Misericórdias Portuguesas e é neles que estão centradas todas as preocupações dos mais de 200 profissionais que ali prestam serviço.

“O Centro João Paulo II tem uma equipa muito alargada em termos profissionais e estou enquadrada no serviço de reabilitação, no qual existe só um técnico de educação especial e reabilitação que sou eu”, admite Lídia Saramago, acrescentando que “quando chega a hora de avaliar os utentes”, cabe-lhe a si avaliá-los todos.

“Não significa que eu dê apoio a todos. Temos de avaliar o utente e verificar qual é o mais prioritário (…). Isto acontece comigo, com a fisioterapia, com a terapia ocupacional, com a área do desporto. Nós avaliamos e – o nosso horário é de 35 horas semanais – temos apoios de uma hora por utente, há utentes que têm mais de uma vez por semana, portanto mais de uma hora por semana, que é o caso do Tiago e, portanto, não consigo dar [apoio] a todos os utentes, naturalmente”, explica a terapeuta.

Face a esta situação tem cerca de 10 ou 12 utentes a quem dá apoio regular, um dos quais é o Tiago Saraiva, que tem na rádio um projeto de “treino de competências, de valorização pessoal”.

“Também dou apoio a miúdos que vão ao ensino regular. Faço o acompanhamento daquilo que é o currículo adaptado para eles na escola. É como se eles fizessem comigo os trabalhos de casa e vamos dando estratégias para que eles possam, de facto, aprender dentro daquilo que são as suas capacidades, para que possam ter uma noção daquilo que é o mundo que os rodeia e daquilo que está enquadrado no plano curricular para o ano letivo que frequentam”, adianta a responsável pelo Serviço de Reabilitação do Centro.

O que se esquece de frisar, é a liberdade de gestão de horários que tem para poder acorrer a todas as necessidades do seu serviço.

“Vou gerindo e tenho essa liberdade para fazer isso de forma autónoma. E todos os que trabalhamos aqui temos liberdade, liberdade com responsabilidade, para gerir o nosso horário. E, claro, estamos todos aqui muito focados naquilo que é essencial, que é o residente”, assegura.

Ao lado, Tiago Saraiva, acompanha as declarações de Lídia com um assentimento de cabeça e é perentório: “A Lídia é uma amiga, é uma irmã. Gosto muito de trabalhar com ela!”

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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