Bem-disposto e com sentido de humor, o Cardeal das Filipinas e bispo de Manila, Luis Antonio Tagle, preside neste 12 e 13 de maio às cerimónias no Santuário de Fátima. Em conferência de imprensa no domingo, 12 de maio, comentou o quanto os nãos-cristãos se sentem bem acolhidos em Fátima e como o lugar pode servir de centro ao diálogo inter-religioso.
“Na Ásia as diferentes religiões valorizam as peregrinações”, começou por referir o clérigo, “a peregrinação é uma expressão de espiritualidade, quer se seja muçulmano, ou hindu, ou budista”, refletiu. O Cardeal manifestava assim a sua tristeza pelos ataques às igrejas católicas no Sri Lanka, onde esteve há alguns anos e constatou o quanto também os budistas e os hindus gostavam de visitar.
Sendo Fátima um dos grandes santuários de peregrinações internacionais, Luis Antonio Tagle acredita que muitos dos asiáticos e africanos que visitam o espaço não são católicos. “Talvez Fátima possa ser um centro para o diálogo inter-religioso e inter-cultural e um espaço para a paz universal”, refletiu.
Questionado posteriormente sobre este tema pelos jornalistas, o Cardeal António Marto referiu que os estatutos do Santuário de Fátima prevêem o diálogo inter-religioso, nomeadamente o acolhimento de membros de outras crenças.
Não estando em cima da mesa transformar Fátima num local de culto de todas as religiões, o responsável acredita ser possível imitar na cidade o exemplo dos Encontros inter-religiosos de Assis, criados pelo Papa João Paulo II.
