A maternidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo registou 790 partos em 2019. Foto: DR

A Assembleia de Freguesia de Fátima enviou ao Governo um ofício em que expõe a sua preocupação com a falta de vagas nas creches de Fátima, em resultado da limitação de acordos por parte da Segurança Social. Foi assim pedido ao diretor da Segurança Social de Santarém e ao Ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, José António Vieira da Silva, o alargamento da rede.

Na missiva, enviada aos órgãos de comunicação social, é referido que a cidade de Fátima tem sido um pólo atrator de mão-de-obra, em especial na área de hotelaria e turismo, tanto para cidadãos nacionais como internacionais, destacando-se o crescimento da comunidade brasileira. Esta situação gera necessidades na área da educação, inclusive por moradores de concelhos vizinhos que trabalham em Fátima. No último ano, adianta citando dados do município, os nascimentos cresceram 14%, com especial incidência em Fátima.

“É assim, um local onde as necessidades sociais ao nível da primeira infância têm vindo a ser cada vez maiores, mas onde as respostas estão muito aquém do desejado”.

Não há serviço do Estado e as instituições privadas ou instituições particulares de solidariedade social (IPSS) estão todas lotadas, não havendo também vagas nas amas. “É-nos transmitido também por estas instituições que há disponibilidade de infraestruturas para aumentar o número de crianças a acolher, assim seja autorizado e comparticipado pela Segurança Social”, adianta.

O texto, subscrito por unanimidade da Assembleia de Freguesia, apela por respostas da Segurança Social de Santarém.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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