O Aeródromo Militar de Tancos está a preparar as infraestruturas e os militares que irão assegurar a operação dos helicópteros UH-60 Black Hawk do Exército, tendo o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Eduardo Mendes Ferrão, acompanhado esta quarta-feira as obras e a formação dos futuros mecânicos.
Durante uma visita a Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, Mendes Ferrão acompanhou os trabalhos de reabilitação dos hangares e das infraestruturas de apoio integrados no projeto dos Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE), segundo informação divulgada pelo Exército.
A intervenção pretende criar condições para o acolhimento, operação e manutenção das aeronaves, numa altura em que decorre igualmente em Tancos o Curso de Mecânicos de Helicóptero destinado aos militares que irão assegurar a manutenção da futura frota.
O primeiro UH-60L Black Hawk destinado ao Exército tem chegada a Tancos prevista para o último trimestre deste ano, no âmbito de um investimento global de cerca de 50 milhões de euros que contempla as aeronaves, a recuperação do aeródromo e a formação de pilotos e técnicos.
O programa prevê numa primeira fase a aquisição de três helicópteros, com opção para um quarto, através da NATO Support and Procurement Agency (NSPA), estando prevista a entrega progressiva das aeronaves até 2028.




O acordo para o fornecimento e modernização dos UH-60L foi formalizado em julho entre a NSPA e o Sahar Group, nos Estados Unidos, dando continuidade ao projeto que permitirá ao Exército recuperar uma capacidade aérea própria para missões de apoio, proteção e evacuação.
Os Black Hawk poderão ser utilizados em transporte tático de militares e material, projeção e extração de forças, evacuação médica, reconhecimento, apoio logístico e resposta a catástrofes, incluindo operações de apoio às autoridades civis.
A preparação de Tancos inclui intervenções em hangares, torre de controlo, áreas de manutenção, depósitos e outras infraestruturas necessárias à instalação da futura unidade de helicópteros do Exército.

A chegada dos Black Hawk recupera um projeto antigo de dotar o Exército de aviação própria. Tancos acolheu a Unidade de Aviação Ligeira do Exército, criada inicialmente como Grupo de Aviação Ligeira em 2000, mas os programas para aquisição de helicópteros EC635 e, posteriormente, NH90 acabaram cancelados e a unidade foi extinta em 2015 sem ter recebido as aeronaves previstas.
A região voltou agora a ser escolhida para sediar a capacidade de asa rotativa do Exército, com o aeródromo de Tancos a servir de base à futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação e a poder apoiar igualmente operações militares de emergência em território nacional.
