Foto: CMTN

Na véspera do arranque do novo ano letivo, a Câmara de Torres Novas continua sem novidades sobre a candidatura à requalificação da Escola Artur Gonçalves e aguarda o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) relativo à Escola Maria Lamas.

A questão dos dois estabelecimentos de ensino foi levantada na última reunião do executivo municipal, pela vereadora social-democrata Maria de Leão, tendo o presidente da Câmara, José Trincão Marques (PS), admitido que espera desenvolvimentos durante o mês de setembro.

Sobre a Escola Artur Gonçalves, o autarca esclareceu que não há ainda novidades relativamente à candidatura para a requalificação do estabelecimento. “Logo que haja, eu direi alguma coisa”, afirmou, acrescentando acreditar que “não faltará muito tempo” para que haja avanços no processo.

Já relativamente à Escola Maria Lamas, a autarquia continua a aguardar o relatório do LNEC sobre as irregularidades do edifício, inaugurado em 2002.

Segundo José Trincão Marques, o processo sofreu algum atraso porque foi necessário solicitar ao Ministério da Educação elementos relativos ao projeto original da escola. As plantas, projetos e restantes elementos acabaram por chegar entre o final de junho e o início de julho e foram posteriormente remetidos ao LNEC.

O presidente explicou que chegou a questionar o laboratório sobre a possibilidade de avançar sem essa documentação, mas foi informado de que, embora fosse possível em último caso, seria preferível dispor dos elementos solicitados.

“Neste momento, as coisas estão do lado do LNEC”, afirmou, considerando compreensível algum atraso durante o mês de agosto e esperando “ver desenvolvimentos” em setembro.

O autarca adiantou ainda que pretende voltar a contactar o LNEC nos próximos dias para perceber se existem novidades relativamente ao relatório.

O edifício B da Escola Secundária Maria Lamas, em Torres Novas, tem um historial de problemas que remonta aos primeiros anos após a sua construção. Inaugurado em 2002, o imóvel, que representou um investimento de cerca de um milhão de euros, começou a apresentar anomalias como infiltrações e fissuras, situação que motivou avaliações técnicas e chegou a colocar em cima da mesa a possibilidade de demolição.

Em 2009, o edifício foi alvo de avaliações pelo Ministério da Educação e, posteriormente, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), tendo sido identificadas anomalias na construção. A requalificação chegou a estar prevista no âmbito do programa Parque Escolar, em 2010, mas o processo não avançou e o edifício ficou sem uma intervenção estrutural de fundo.

A degradação das condições do edifício voltou a ganhar visibilidade em fevereiro de 2018, quando parte do teto de uma sala de aula caiu. O espaço encontrava-se vazio no momento da ocorrência e não houve feridos. Meses depois, o município apresentou um projeto de requalificação da escola, orçado em 1,7 milhões de euros, mas a intervenção deixou de fora precisamente o edifício B, que concentrava os principais problemas estruturais.

A situação mantém-se, assim, como uma das questões pendentes na rede escolar do concelho. A autarquia considera necessária uma intervenção no edifício, mas entende que será necessário primeiro conhecer as conclusões da nova avaliação do LNEC para definir a solução e o investimento a realizar.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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