Exposição recorda história centenária da Procissão de São João Baptista. Foto: cme

A Galeria Municipal do Entroncamento recebe, de 19 a 27 de junho, uma exposição de documentos e fotografias dedicada à Procissão de São João Baptista. A mostra integra o programa das Festas de São João e da Cidade.

Sob o título “Cruzes e Figuras Alegóricas – São João Baptista e ‘Anjinhos’”, a exposição propõe uma viagem no tempo para explicar o simbolismo e a evolução deste cortejo religioso. Na tradição católica, as procissões simbolizam a peregrinação da Igreja e dos fiéis sobre a Terra.

No caso do Entroncamento, as referências mais antigas a este evento remontam aos finais do século XIX, quando a localidade ainda era conhecida como Vaginhas.

A exposição documental foca-se em elementos cruciais que definem a identidade das procissões em Portugal.

As Cruzes Paroquiais: O espólio recorda como, desde tempos imemoriais, os cortejos litúrgicos são antecedidos por uma grande cruz com Cristo crucificado.

As Figuras Alegóricas: A participação de figuras bíblicas sempre foi uma constante, com especial destaque para São João Baptista — o padroeiro da antiga Capela das Vaginhas.

Os “Anjinhos”: As crianças vestidas de seres celestiais eram o ponto alto da celebração. De acordo com os jornais regionais da época, a procissão do ano de 1923 chegou a contar com a participação recorde de 70 “anjinhos” no cortejo.

Todo este património imaterial, guardado em arquivos sob a forma de documentos escritos e registos fotográficos da época, estará agora acessível ao público.

A exposição pode ser visitada diariamente na Galeria Municipal até ao dia 27 de junho. Aproveitando a dinâmica e a afluência das Festas da Cidade, o espaço estará de portas abertas num horário alargado em período noturno, funcionando entre as 18h00 e as 24h00.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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