O deputado do PS Hugo Costa defendeu uma EMEF – Empresa de Manutenção e Equipamento Ferroviário SA “pública e de qualidade”, realçando a qualidade técnica da renovação dos Alfa que tem vindo a ser realizada na cidade do Entroncamento.

Eleito pelo circulo de Santarém, o deputado socialista fez a sua intervenção em nome do Grupo Parlamentar do PS durante audição do Ministro do Planeamento e Infraestruturas, realizada a 24 de janeiro, sobre a questão da manutenção ferroviária.

Hugo Costa começou por referir que o transporte ferroviário “é crucial para o desenvolvimento do país e para a sua sustentabilidade” sendo que, para o PS, a manutenção ferroviária é crucial nesse processo.

“A EMEF, pela sua capacidade técnica e competência profissional, sendo uma empresa de engenharia ferroviária, é crucial em qualquer modelo de sustentabilidade mas é importante recordar um pouco da sua história. Não nos podemos esquecer que foi o anterior Governo que decidiu fazer uma cisão na EMEF que teve consequências negativas sobre a própria sustentabilidade da estrutura e devemos questionar se não houve uma estratégia errada em relação a esta empresa. O único objetivo era privatizar e desmantelar a empresa”, evocou.

Para o PS “é clara a capacidade que a EMEF tem no sistema ferroviário” patente no facto de no Entroncamento, por exemplo, estarem a ser modernizados os Alfa Pendular.

“Que estratégia é que existe para a EMEF?”, questionou Hugo Costa , pretendendo ainda saber qual o objetivo de internacionalização que existe para a mesma. O deputado considerou ainda que “a destruição da EMEF fazia parte do caderno de encargos do anterior governo, processo esse que foi parado por este Governo, tal como muitos outros processos desmantelamento”.

“Tem que se encontrar uma estratégia para permitir, com o contexto europeu mas também com o Tribunal de Contas tem dito, que a EMEF se mantenha na esfera pública e com capacidade operativa de responder, nomeadamente, aquelas que são as necessidades operativas da CP”, defendeu Hugo Costa.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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