A recolha seletiva de biorresíduos no Entroncamento continua a ser alvo de preocupação da oposição, que alerta para atrasos face às metas previstas para 2026 e para o impacto financeiro do aumento da Taxa de Gestão de Resíduos.
O vereador Ricardo Antunes (PS) questionou o executivo sobre o cumprimento das metas previstas no plano de ação de resíduos e sobre a implementação da recolha seletiva de biorresíduos, considerando que o município dispõe de pouco tempo para concretizar mudanças na gestão de resíduos em baixa.
O vereador alertou também para a futura implementação de sistemas PAYT, de pagamento em função da produção de resíduos, e para o previsível aumento da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR), defendendo que o município deve antecipar o impacto financeiro dessas alterações.
Ricardo Antunes questionou se a aquisição de equipamentos para o centro municipal de compostagem seria suficiente para responder ao problema e defendeu um maior investimento em compostores domésticos e em soluções descentralizadas.
O presidente da Câmara confirmou a aquisição de uma báscula e de um crivo para o centro de compostagem municipal, num investimento de cerca de 30 mil e 463 euros, financiado pelo programa Recolha Bio 2025.
Nelson Cunha (Chega) explicou que a recolha seletiva de biorresíduos em baixa é uma responsabilidade do município e não está incluída no contrato de programa da RSTJ, empresa intermunicipal responsável pela gestão de resíduos.
O autarca explicou que se trata de um fluxo específico que não estava previsto no contrato existente, cabendo ao município assegurar a respetiva recolha.
O Entroncamento tinha já definido, em 2022, uma orientação estratégica para a recolha de biorresíduos, tendo iniciado posteriormente medidas de sensibilização e compostagem doméstica.
A implementação da recolha seletiva de biorresíduos passou entretanto a constituir uma das obrigações do município no âmbito da gestão de resíduos, num processo que deverá ser articulado com as restantes metas de reciclagem e valorização de resíduos.
