Reunião da Câmara de Ferreira do Zêzere. Foto: mediotejo.net

O tema das comemorações do 25 de Abril em Ferreira do Zêzere voltou a ser abordado desta vez na reunião de Câmara do dia 27. Na sequência do comunicado lançado pelos eleitos do PSD-CDS, o vereador Hugo Azevedo voltou a criticar a forma como foi organizada a sessão solene comemorativa dos 48 anos da revolução.

Depois de louvar e dar os parabéns ao presidente da Câmara e a todas as pessoas envolvidas na preparação da iniciativa, e numa lógica construtiva, o eleito da oposição apontou “meia dúzia de pormenores” que lhe pareceram que “não correram tão bem como isso”.

Começou por criticar alguns erros no protocolo autárquico e a ausência de um guião para a cerimónia que decorreu em frente aos Paços do Concelho, chegando a sugerir que o gabinete de apoio fizesse uma formação com urgência em protocolo autárquico.

Hugo Azevedo lembrou que as precedências de Estado estão legisladas, bem como as ordens protocolares, orientações que não foram cumpridas. Considerou também que quem devia presidir à sessão era o presidente da Câmara e não o presidente da Assembleia, apontando ainda a falha da ordem das bandeiras nos mastros.

Mas a sua crítica mais contundente vai para o facto de não ter sido dada oportunidade à oposição de discursar na cerimónia. “Sentimo-nos silenciados e tristes. Não foi um gesto feliz. Não acredito que tenha sido propositado, mas foram silenciados 1.700 ferreirenses, 35 por cento que votaram na coligação PSD-CDS”, criticou o eleito da oposição, lembrando que se comemorava o dia da Liberdade.

“Não se tratou de uma Assembleia solene”

O Presidente da Câmara respondeu argumentando que “não se tratou de uma assembleia solene, o que não obriga a oposição a falar”.

Bruno Gomes considerou “um bocadinho estranho” que o PSD tenha aquela postura quando esteve 45 anos no poder e nunca comemorou o 25 de Abril. “Nós comemoramos pela primeira vez o 25 de Abril, tentamos fazer o melhor e assistimos a este tipo de postura”, lamentou.

Reconheceu que “há muita coisa para corrigir” e garantiu como objetivo “que a sessão tenha processo evolutivo e que seja aprimorada”.

O autarca mostrou-se surpreendido pela elevada adesão da população à cerimónia e prometeu fazer “algo maior” no próximo ano, ao mesmo tempo que afirmou ser trabalhosa a organização de qualquer evento, lembrando a limitação de recursos humanos.

O vereador Orlando Patrício (PS) reforçou a ideia e disse que aquela não era uma Assembleia, justificando a intervenção de Bruno Gomes, enquanto presidente da Câmara. Revelou ainda problemas à última da hora com as bandeiras que existiam na Câmara e que tiveram de ser substituídas.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Deixe um comentário

Leave a Reply