Hugo Costa e Mara Lacriminha. Foto: DR

As eleições para a Federação Distrital de Santarém do PS estão marcadas para este sábado, dia 5 de novembro, em cada um dos 21 concelhos do distrito, a exemplo do que sucede no total das 19 federações distritais nacionais. Hugo Costa, atual presidente, concorre em lista única, e Mara Lagriminha é a candidata a presidente da estrutura federativa das Mulheres Socialistas de Santarém.

Depois das eleições para as concelhias, que decorreram em outubro, os militantes socialistas voltam a ser chamados às urnas, no próximo sábado, para eleger o próximo presidente da Federação e os delegados ao congresso. Este ato eleitoral servirá igualmente para eleger a presidente das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos e a sua Comissão Política.

“Proximidade e Competência – Construir o futuro” é o mote da campanha da candidatura a presidente da Federação Distrital de Santarém do PS encabeçada pelo atual presidente, Hugo Costa. Mara Lagriminha dá o rosto à candidatura “Santarém + Igual – A força para avançar” como candidata a presidente da estrutura federativa das Mulheres Socialistas de Santarém.

PS vai eleger entre hoje e sábado os seus líderes federativos até 2024

Os militantes socialistas vão eleger entre hoje e sábado as lideranças das 19 federações distritais do PS, com mandato até 2024, registando-se disputas em apenas seis e um predomínio das recandidaturas dos atuais presidentes.

“Há claramente no PS um ambiente de grande relevância democrática, mas não de grande disputa interna, resultado do momento que vivemos. Estas eleições federativas ocorrem a meio de um ciclo político”, declarou à agência Lusa o secretário nacional para a Organização, Pedro do Carmo.

Pedro do Carmo, também deputado do PS, assinalou que os mandatos que se vão iniciar após estas eleições federativas terminam em novembro de 2024, não apanhando nem as próximas eleições autárquicas nem, teoricamente, as próximas legislativas.

“Verifica-se por isso a prevalência de uma continuidade política”, acrescentou.

As eleições federativas do PS serão disputadas por mais do que uma lista nas federações do Algarve, Bragança, Coimbra, Oeste, Setúbal e Porto – esta última a maior federação socialista do país em que o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, terá a oposição de João Pedro Pereira, conotado com a tendência minoritária de Daniel Adrião.

No Algarve, o atual presidente e deputado Luís Graça terá como adversário Vítor Aleixo; a deputada e ex-secretária de Estado Berta Nunes enfrenta Bruno Veloso em Bragança; e em Coimbra o autarca Nuno Mota tem o seu lugar disputado pelo antigo deputado Vítor Baptista.

Em Setúbal, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendes, recandidata-se, mas enfrenta a oposição de Helena Domingues, também conotada com a tendência de Daniel Adrião; e na Federação do Oeste a disputa é entre Brian Silva e Pedro Folgado.

De todos os atuais presidentes de federação que se podiam agora recandidatar, apenas dois não o fazem: O ex-secretário de Estado Jorge Gomes, em Bragança, que decidiu afastar-se da primeira linha da atividade política; e Manuel Pizarro, que não se recandidata no Porto para não acumular estas funções com o exercício do lugar de ministro da Saúde.

Há 14 presidentes de federação que se vão recandidatar nestas eleições: Luís Graça (Algarve), Duarte Cordeiro (FAUL), Jorge Sequeira (Aveiro), Nélson Brito (Baixo Alentejo), Vítor Pereira (Castelo Branco), Nuno Moita (Coimbra), Luís Dias (Évora), Alexandre Lote (Guarda), Walter Chicharro (Leiria), Pedro Folgado (Oste), Hugo Costa (Santarém), António Mendes (Setúbal), Miguel Alves (Viana do Castelo) e José Rui Cruz (Viseu).

São novos candidatos sem oposição Frederico Castro em Braga, Luís Testa em Portalegre e Luís Machado em Vila Real.

c/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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