Foto: DR

O filho e o proprietário da empresa Fabrióleo negaram hoje, através da sua advogada, terem agredido um ambientalista em Torres Novas.

O dirigente do movimento SOS Tejo, Arlindo Marques, apresentou uma queixa na PSP alegando que a sua viatura foi abalroada na segunda-feira, 25, pelo filho do dono desta fábrica, confirmou hoje ao mediotejo.net fonte da polícia.

O ambientalista contou que o acidente ocorreu enquanto filmava um caso de poluição numa ribeira e que no local se encontrava também o seu filho, de 10 anos.

Num comunicado enviado ao nosso jornal, a advogada Ana Rita Duarte Campos, da Sociedade de Advogados Morais Leitão, Galvão Teles e Soares da Silva, com sede em Lisboa, diz não ser verdade que Arlindo Marques tenha sido agredido por algum dos seus constituintes.

“Não é igualmente verdade que o seu carro tenha sido abalroado intencionalmente nem que no local se encontrasse uma criança”, afirma, no mesmo comunicado.

A advogada confirma, contudo, a existência de um “acidente”, envolvendo Pedro Gameiro da Silva (gerente da empresa) e Arlindo Marques na estrada que liga Meia Via a Torres Novas, adiantando que o seu constituinte Pedro Gameiro da Silva se deslocou ao local após chamada do pai, António Gameiro da Silva (administrador e proprietário da empresa) que estava ao pé do ambientalista quando este filmava.

“Na verdade, no dia de ontem [segunda-feira], na estrada que liga a localidade Meia Via a Torres Novas, ocorreu efetivamente um acidente de viação no qual intervieram Pedro Gameiro da Silva e Arlindo Marques. Importa, todavia, salientar que se tratou de um acidente, ocorrido num momento em que aquele meu constituinte se deslocou ao local após ter sido chamado, por telefone, por António Gameiro da Silva, que fora agredido, enquanto recebia ameaças, por Arlindo Marques”, escreve a advogada.

Arlindo Marques, 50 anos, disse ao mediotejo.net ter sido “agredido no peito pelo dono da empresa e alvo de tentativa de linchamento pelo seu filho”, como “represália” pela sua atividade de denúncia de descargas ilegais das fábricas nos cursos de água da região.

O dirigente do movimento SOS Tejo Arlindo Marques disse ainda que instruiu o seu advogado para apresentar queixa nas autoridades competentes.

A advogada de António e Pedro Gameiro da Silva, por sua vez, refere que “os factos” que descreveu “estão devidamente referidos e demonstrados na participação criminal que dará entrada nos serviços competentes do Ministério Público”.

O apuramento da verdade dos factos apresentados por ambas as partes ficará, agora, a cargo da Justiça.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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