Os trabalhos de desassoreamento do leito do rio Nabão, no troço urbano de Tomar, começaram na segunda-feira, 7 de setembro, numa intervenção destinada a melhorar o escoamento da água e reduzir o risco de obstruções antes do período de maior precipitação.
A intervenção prevê a remoção de sedimentos e de outros materiais acumulados no leito do rio e integra um conjunto de trabalhos para os quais o Município de Tomar recebeu uma verba de 200 mil euros do Fundo Ambiental.
O financiamento destina-se ao desassoreamento do Nabão na zona urbana e à limpeza do curso de água a montante e a jusante da cidade, no âmbito dos apoios mobilizados pelo Governo para a recuperação dos territórios afetados pela tempestade Kristin e pelas intempéries registadas no início do ano.
Segundo informação divulgada pela Câmara de Tomar, foi instalado um estaleiro no Parque do Mercado Municipal para apoio aos trabalhos, ficando o estacionamento condicionado naquele local até 30 de setembro.
A limpeza e o desassoreamento do Nabão tinham sido apontados pelo executivo municipal como uma das prioridades na sequência dos episódios de mau tempo e foram novamente colocados em cima da mesa durante uma reunião de trabalho realizada em agosto entre a Câmara e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado.
Na altura, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, tinha adiantado ao mediotejo.net que os 200 mil euros seriam canalizados para o desassoreamento da zona urbana e para trabalhos de limpeza a montante e a jusante da cidade, considerando estas intervenções prioritárias perante a aproximação do próximo inverno.
Além do desassoreamento e da limpeza do rio, a reunião com a APA serviu também para abordar outras intervenções relacionadas com o Nabão, nomeadamente nas comportas dos açudes da cidade, nas margens, no açude do Sobreirinho e no açude e vala da ribeira da Sabacheira.
A Câmara tem igualmente identificado como problemas estruturais a qualidade da água do Nabão e o risco de cheias, defendendo, entre outras medidas, uma intervenção à escala da bacia hidrográfica e a atualização das cotas de cheia no Plano de Gestão dos Riscos de Inundações.
Com os trabalhos agora iniciados, o município pretende melhorar as condições de segurança e de funcionamento do curso de água, mas também contribuir para a valorização ambiental e paisagística do Nabão.
