Deputado João Moura (PSD) critica “show-off político” de BE sobre ponte da Chamusca. Foto: DR

O deputado do PSD eleito por Santarém, João Moura, já comentou o voto de abstenção para a inclusão da construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã, no Orçamento de Estado para 2020, tendo afirmado que estes investimentos “não podem ser vistos de forma casuística” ao mesmo tempo que criticou o “show-off político” da deputada do BE, Fabíola Cardoso.

Questionado pelo mediotejo.net sobre a abstenção a esta proposta do BE, João Moura, deputado do PSD e presidente da Federação distrital social democrata, começou por lembrar que o PSD votou contra o Orçamento de Estado, enquanto o Bloco de Esquerda optou pela abstenção. “Se há alguém que viabiliza o OE é o BE”, sublinhou, defendendo que os investimentos “não podem ser vistos de forma casuística e isolada e devem ser vistos numa lógica nacional”. Seja como for, notou, o PSD optou pela abstenção em relação à proposta do BE.

O deputado social democrata fez notar que o seu partido é a favor de uma nova ponte sobre o rio Tejo a ligar Chamusca à Golegã, tal como o próprio líder Rui Rio já o fez saber durante uma visita ao local.

Em reação ao comunicado assinado por Fabíola Cardoso, João Moura acusa a deputada bloquista de “fazer demagogia política” e que o objetivo é “fazer show-off político”.

Com os votos contra do PS, Chega e Iniciativa Liberal, a abstenção do PSD e CDS e os votos a favor do Bloco, PCP e PAN, foi chumbada na Assembleia da República a proposta que o Bloco de Esquerda apresentou para que fosse incluída no Orçamento de Estado para 2020 a construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã, o que motivou fortes críticas ao PS e ao PSD por parte da deputada do BE eleita por Santarém.

Para Fabíola Cardoso, ao recusar a proposta, “PS e PSD mostram a sua falta de coragem política: votam a favor de uma recomendação, mas votam contra quando se trata de a colocar em aplicação transformando-a em Lei”. Considerando ter-se tratado de “uma oportunidade para o distrito que foi perdida”, o BE afirma que “não abandona as populações do distrito aos joguinhos do bloco central”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Deixe um comentário

Leave a Reply