O deputado socialista Hugo Costa sublinhou a forma como “se pensa em descarbonizar a economia e as novas perspetivas que se colocam perante a sociedade” durante a audição do Ministro do Ambiente Matos Fernandes, na qual participou na sexta-feira, 27 de abril, integrando a Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da Estratégia Portugal 2030.

Falando em concreto na área energética, Hugo Costa considerou que “a energia e a independência energética é um ponto muito importante para a sustentabilidade e para possibilitar a descarbonização da economia”, vincada na cimeira das alterações climáticas de Paris.

“É um obstáculo à competitividade externa sendo que Portugal precisa de garantir a sua independência energética através das energias renováveis”, considerou.

Segundo Hugo Costa, a aposta essencial no Portugal 2030 no contexto das Energias Renováveis é no sentido de que estas não venham a ser onerosas para os consumidores.

Em relação à matéria dos transportes, o deputado eleito pelo circulo de Santarém referiu que “é verdade que no atual Portugal 2020 este tema não foi uma prioridade o que, no entanto, já está a ser alterado. Só se pode descarbonizar a economia apostando-se nos transportes, especialmente na áreas metropolitanas”, sublinhou.

“Queremos perceber qual a resposta a nível da área metropolitana de Lisboa e do Porto e perceber quais são os caminhos para uma estratégia futura de descarbonização da economia, seja através da energia eólica, solar ou das marés que ainda está para explorar muito”, disse, dando uma nota final sobre a parte industrial: “o PS não podia estar mais de acordo com a aposta em indústrias que garantam a sustentabilidade ambiental. Será uma quadro comunitário que certamente irá responder a essas necessidades”, concluiu.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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