O Deputado do PSD, Duarte Marques, natural de Mação e eleito por Santarém, está a participar como “guest speaker” na Cimeira Transatlântica de Juventude, no painel sobre “Migrações e população – desafios e oportunidades”, que está a decorrer em Capitol Hill, o Congresso dos Estados Unidos em Washington, nos EUA.

Na sua intervenção, Duarte Marques considerou ser “fundamental discutir matérias que envolvem os dois lados deste Globo, as duas principais economias que têm tantos interesses em comum. Após o Brexit, perto das eleições americanas, onde há uma clara ameaça ao paradigma actual, europeus e americanos que se empenham nesta relação transatlântica têm que estar atentos e com o trabalho de casa bem feito.”

 “As ameaças à sociedade em que vivemos multiplicam-se, têm várias formas e origens.  Nunca, desde a 2ª Guerra Mundial, foi tão necessário um maior entendimento entre a UE e os EUA como hoje”, defendeu.
Nesta discussão, com 100 participantes, todos com menos de 40 anos, europeus e americanos, estão a ser debatidos temas da actualidade política transatlântica como o TTIP – Acordo de Comércio entre a UE e os Estados Unidos da América, a Segurança e a estratégia comum de defesa e combate ao terrorismo, mercado digital e proteção de dados, mas também os movimentos migratórios e a população.

Duarte Marques, que foi recentemente escolhido como Relator da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa para um relatório sobre as Migrações, partilhou o painel sobre “Migrações e população – desafios e oportunidades” com Jonas Bergman, do KNOMAD-Banco Mundial, e Susan Fratzke, do Instituto para as Políticas Migratórias.

No debate que decorreu no Congresso dos Estados Unidos, Duarte Marques analisou ainda “os erros da política europeia mas também dos Estados Membros”, as razões da xenofobia em alguns países e o acordo com a Turquia, e aproveitou ainda para partilhar o que Portugal tem feito, “e bem”, defendeu, em toda o cenário de crise de migrantes refugiados: “no que diz respeito às migrações é impossível  não ter orgulho em dar o exemplo português, quer no que diz respeito à integração de portugueses no mundo, bem como a nossa capacidade em integrar migrantes que nos procuram”, destacou.

“Neste ponto, a Europa tem muito a aprender com os EUA, apesar de todos os problemas eles são um país de emigrantes, de raças e credos diferentes, onde todos vivem em harmonia há muitos anos. A sua força tem sido a sua diversidade”, defendeu o deputado social democrata.
Entre os oradores convidados para esta cimeira estão políticos americanos, como os representantes Joe Wilson, Jonh Shimkus e Ruben Gallego, mas também Peter Spalding, do German Marshal Fund, Ryan Young, do Banco Mundial, o Embaixador da UE nos EUA, David O’Sullivan, Michael Brown, CEO da Symantec Corporation, Theodore Bachrach, da House of Commons (UK), Alexandros Koronakis, Editor do News Europe, e Naweed Khan, CEO Foundation for European Reform, entre outros.
O “Transatlantic Summit”, organizado em parceria entre a Delegação da União Europeia nos EUA, o YEPP, o International Republican Institute (IRI), o German Marshal Fund (GMF) e o Congresso dos EUA, termina hoje, dia 13, com a intervenção de Jan Surotchak, Director para a Europa do International Republican Institute.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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