Foto: Paulo Jorge de Sousa

Em tempos de guerra e de subida do custo de vida, os bancos decidiram voltar as costas aos discursos dos políticos sobre a necessidade de sermos um país mais jovem, menos centralizado no litoral, e que possa, ao mesmo tempo, inverter a situação atual da proteção social após a reforma e decidiram apertar as condições de crédito à habitação.

Isto atinge sobretudo os mais jovens, aqueles que começam a trabalhar em condições precárias, mesmo com licenciaturas, recebendo apenas o mínimo nacional e deixando para depois, sempre para depois, a ideia de saírem de casa dos pais e de terem filhos.

Em várias matérias, os discursos sobre desenvolvimento vão num sentido e as práticas dos vários intervenientes vão noutro.  Assim, pouco me resta para acreditar que Portugal possa algum dia voltar a ser mais que Lisboa e Porto.

Fotografia: Família, no fim da tarde, no Parque de Merendas do Sardoal, março de 2022.

Paulo Jorge de Sousa

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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