Vivemos dias difíceis, dias em que temos todos uma enorme responsabilidade social de podermos contribuir ativamente na paragem desta pandemia.
Muitos são os avisos de encerramento de estabelecimentos comerciais, de serviços públicos, bibliotecas, salas de espetáculos e igrejas, quer com a indicação no próprio local, quer através das redes sociais.
No entanto, ontem dia 14, um aviso num estabelecimento comercial no coração da vila de Sardoal era muito mais triste que qualquer outro aviso.
Anunciava o encerramento definitivo de um pequeno supermercado, mesmo no coração da vila. O Supermercado “Praça Nova” ou o ” Adelino” ou a “São” como por cá as pessoas o chamavam.
Sobre este supermercado, pode-se ler no Boletim “O Sardoal” nº 73 (janeiro a março de 2013), num artigo sobre “a sobrevivência do comercio tradicional” que (…) Quando regressou de Angola, António Marques Lopes, de Andreus, quis investir na abertura de um supermercado na vila, dando sociedade ao cunhado, Adelino Maria Corda, natural da mesma aldeia. O estabelecimento abriu portas em setembro de 1978 (…) e (…) António viria a falecer em julho de 1979, pelo que Adelino assumiu o negócio. Em 1995 celebrou sociedade com a mulher, Maria da Conceição Belo Corda, constituindo a empresa “Adelino e Belo” e criando os “Supermercados Praça Nova. Remodelou profundamente as instalações originais e expandiu a atividade com a abertura de uma sucursal na Tapara da Torre, Sardoal (…)
Agora apenas a loja da Tapada da Torre se encontra aberta.
Sinais dos tempos, sem dúvida, ultimamente o Sardoal tem sentido uma instabilidade na oferta de bens ou serviços, havendo até um período onde nem um jornal se conseguia comprar na vila.
Entretanto aguardemos que a pandemia fique resolvida e que possamos voltar às ruas normalmente.
*Fotografia: Sardoal, 14 de março de 2020
