Já passaram alguns meses desde que o Governo e ex Presidente da Câmara Municipal de Abrantes anunciaram que já existia solução para a crise no CRIA de Abrantes, que as dívidas seriam pagas e que a Segurança Social iria assumir a gestão directa desta fantástica instituição.
Mais de um ano depois de solicitado o acesso ao Fundo de Emergência da segurança social, e ter ficado mais de um ano sem qualquer resposta, amontoam-se as dívidas do Estado, do Governo e da Segurança Social a esta instituição que ajuda tanta gente mas que também é o ganha pão de dezenas de famílias.
Apesar do esforço dos funcionários e da própria administração para ter todos os salários e remunerações em dia, a verdade é que os colaboradores a as suas famílias são para já os principais prejudicados. Mais lamentável é quando o principal devedor a esta instituição é o próprio Governo. Isto é uma vergonha e um embaraço.
A falta de rapidez no processamento dos diversos mecanismos de reembolso pela prestação de serviços em nome do Estado tem atrasado o pagamento devido pelo Governo de António Costa e em particular pela Segurança Social e pelos diferentes instrumentos do PT2020. Seria normal que nesta fase de execução dos fundos o Governo permitisse a contratação ou alocação de mais funcionários para agilizar a verificação destes processos, mas Centeno não deixa. Por outro lado, este sufoco financeiro tem também impedido quer o Estado quer o CRIA de proceder a transformações estruturais que invertam este ciclo na instituição onde é preciso fazer reformas, quer no financiamento atribuído pelo Estado às diferentes valências, actualizando-o, mas também ao funcionamento interno.
São hoje centenas de milhares de euros que o Governo de António Costa deve ao CRIA de Abrantes e as famílias dos seus trabalhadores. No debate do OE2019 o Ministro Vieira da Silva comprometeu-se a resolver a situação mas até agora muito pouco mudou.
Tal como o CRIA aguarda a resolução do assunto, o cumprir das promessas e anúncios do Ministro Vieira da Silva e da então autarca Maria do Céu Albuquerque, eu aguardo também a resposta do Governo ao conjunto de perguntas Parlamentares que coloquei e que até agora, apesar de esgotado o prazo, não tiveram resposta.
Continuaremos a lutar sem nos calar.
