Centro de vacinação no Pavilhão Jácome Ratton Créditos: CM Tomar

O Posto de Comando Municipal da Proteção Civil de Tomar foi desativado esta semana, deu conta a autarquia, uma vez que se verificou “nos últimos 14 dias, uma estabilização da situação epidemiológica no concelho e tudo aponta para um tranquilo, mas gradual, regresso à normalidade”. Ainda assim, a presidente da CM Tomar confirmou que estão duas turmas em confinamento nas escolas Raul Lopes e Santa Iria, estando a ser acompanhadas pela autoridade de saúde local. Por outro lado, aguarda-se a chegada de mais vacinas para prosseguir com o plano de vacinação no centro instalado no Pavilhão Jácome Ratton.

Quanto à situação nas escolas, as declarações para isolamento profilático e para realização de testes já foram tratadas pela Unidade de Saúde Pública do ACES Médio Tejo. Os testes estão a ser realizados entre os dias 12 e 13 de abril. “As turmas, mesmo que deem negativo, ficarão em isolamento profilático pelo menos durante 14 dias”, disse Anabela Freitas durante a reunião de CM Tomar.

Por outro lado, apesar de existirem registos de infeções pelo novo coronavírus no concelho, tudo aponta para “uma situação epidemiológica controlada”.

“Na ocorrência ou suspeita de novos casos positivos de contaminação o procedimento adotado será o cumprimento das normas e orientações emitidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS), de isolamento e testes à covid-19, como é atualmente o caso nas escolas Raul Lopes e Santa Iria”, pode ler-se na nota enviada após reunião do Posto de Comando Municipal desta semana, onde se ditou o seu encerramento.

O Posto tinha sido acionado em novembro, havendo reuniões semanais todas as segundas-feiras desde então. “A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, com unânime concordância dos parceiros que agregam o Posto de Comando Municipal da Proteção Civil de Tomar deliberou, em cumprimento do disposto nos artigos 35º e 41º da Lei de Bases da Proteção Civil, a desativação do Posto de Comando”, refere-se na mesma nota.

De referir que agregadas ao Posto de Comando estão várias entidades e instituições, caso da Câmara Municipal de Tomar e respetiva Proteção Civil, a Autoridade de Saúde Local, a PSP, a GNR, a Segurança Social e o Centro Hospitalar do Médio Tejo, com objetivo de acompanhar a situação epidemiológica do concelho através da monitorização e vigilância, tanto na comunidade em geral como em instituições.

Comissão Municipal de Proteção Civil aprovou a 10 de novembro a ativação do Posto de Comando Municipal de Operações de Proteção Civil como resposta à covid-19 no concelho. Foto: CMT

“Apesar da desativação do Posto de Comando o acompanhamento e apoio direto continuarão a ser efetuados pelas entidades competentes, nas suas áreas de atuação. As ações de sensibilização a fiscalização continuarão a decorrer bem como os trabalhos de descontaminação de espaços e apoio à vacinação”, refere a mesma informação.

Anabela Freitas referiu que “caso a situação se agrave o Posto de Comando será acionado de imediato”.

Quanto à vacinação, estava prevista vacinação para o pessoal docente e não-docente das escolas do concelho, que foi desmarcada em todo o país. Nesta segunda-feira, dia 12, conforme dados cedidos pela autarca tomarense, o centro de vacinação tinha vacinas suficientes para administrar até esta terça-feira à tarde.

“Ainda não sabemos quando chegarão mais para continuar o resto da semana o processo de vacinação no centro. Ainda não recebemos comunicação oficial nem da taskforce, nem do ACES Médio Tejo – a quem compete operacionalizar o Plano de Vacinação – se se poderá retomar a vacinação aos docentes e não-docentes das escolas no fim-de-semana. Aguardamos instruções”, afirmou a edil.

Nas últimas duas semanas registaram-se 11 novos casos positivos à covid-19 no concelho de Tomar. Segundo dados do boletim enviado pela Unidade de Saúde Pública do ACES Médio, recuperaram 2419 pessoas dos 2490 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 registados desde março de 2020.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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