Face a uma notícia do mediotejo.net que dava conta que dos cerca de 550 trabalhadores do município de Ourém apenas 30 estão em teletrabalho por falta de condições tecnológicas, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, fez saber que apenas cerca de 150 é que poderiam de facto beneficiar deste regime. Funcionários de escolas, de equipamentos já fechados ou que trabalham na rua não estão abrangidos por esta medida imposta pelo confinamento. Entretanto já há mais pessoas a trabalhar em casa, adiantou.
O tema surgiu com base numa denúncia que dava conta que o município de Ourém não estaria a cumprir com a obrigação de teletrabalho exigida em tempo de confinamento, encontrando-se apenas a trabalhar em casa funcionários que o haviam pedido por motivos de saúde.
O presidente Luís Albuquerque admitiu ao mediotejo.net o problema com a falta de meios tecnológicos que permitam alargar o teletrabalho, constatando que é uma situação similar a outros municípios. Mas não obstante no mapa de pessoal estejam registados mais de 550 trabalhadores, explicou ao mediotejo.net, apenas cerca de 150 se encontram nos edifícios municipais ainda abertos e, por tal, poderiam eventualmente ser abrangidos pela medida.
Neste momento, avançou, já são cerca de 40 que se encontram a trabalhar em casa. Os restantes foram divididos entre a Câmara de Ourém e o Centro Municipal de Exposições, havendo ainda três horários diferentes de entrada e saída, por forma a evitar aglomerações.
A grande maioria dos funcionários municipais não está, porém, abrangido pela possibilidade atual de teletrabalho, reiterou. A lei só obriga ao teletrabalho caso existam condições para o efeito, o que não acontece.
