Diversos lares na região do Médio Tejo têm estado a braços com surtos de covid-19, com casos positivos detetados em utentes e funcionários, nomeadamente em Alcanena, Ourém, Abrantes (Pego), Ferreira do Zêzere, Entroncamento, Mação e Sardoal. Entre eles está o lar da Santa Casa da Misericórdia de Mação, cujas visitas foram suspensas esta quarta-feira, dia 23. Nova testagem deverá ocorrer nos próximos dias, estando confirmados até agora 8 casos positivos em funcionárias e 4 casos em utentes.
No caso de Mação, tudo começou com 3 funcionárias a testarem positivo na semana passada, tendo sido efetuada testagem a todas as colaboradoras e utentes da SCM Mação.
Segundo o provedor da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Mação, Francisco Corga, “não é de alarmar”, todos se encontram vacinados com o reforço da terceira dose da vacina e apresentam-se assintomáticos, à exceção de dois utentes que apresentam sintomas ligeiros.
Segundo a Unidade de Saúde Pública do ACES Médio Tejo foram já pedidos 24 testes para uma segunda bateria de testagem e os mesmos serão realizados nos próximos dias.
A SCM Mação divulgou um comunicado de aviso de suspensão das visitas a utentes no lar por tempo indeterminado, referindo que “a interrupção se deve ao facto de alguns funcionários e idosos terem testado positivo à Covid-19”.
Solicita agora que os familiares possam manter o contacto por outras vias, nomeadamente por telefone ou recurso à internet, acompanhando os utentes.
Esta é uma medida de precaução, tomada um mês após terem sido retomadas as visitas presenciais, que pretende salvaguardar “o bem estar e segurança” dos utentes.
A par de Mação, o USP do ACES Médio Tejo deu conta de surtos nos últimos dias em lares de Alcanena, Ourém, Abrantes (Pego), Ferreira do Zêzere, Entroncamento e Sardoal.
A USP do ACES Médio Tejo ressalva que “a larga maioria dos casos não necessita de cuidados especiais porque a sintomatologia é muito leve e as pessoas estão vacinadas”.
Considera-se surto quando existem mais de dois casos positivos em lares e instituições de acolhimento, e após cinco casos positivos no seio familiar e empresas, segundo a coordenadora da Unidade de Saúde Pública do ACES Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança.
