Médio Tejo tem maioria dos concelhos em risco moderado em nova mapa de risco. Mapa: mediotejo.net

O Governo reviu esta quinta-feira a lista que divide os concelhos de Portugal Continental em quatro níveis de risco quanto ao número de infeções por Covid-19 e no Médio Tejo não há municípios em ‘risco extremo’ nem em ‘risco muito elevado’, os dois níveis mais graves. Dos 13 municípios da região, 9 estão em ‘risco moderado’, o mais baixo dos quatro níveis, e apenas quatro em ‘risco elevado’.

O Médio Tejo já não tinha concelhos com nível de risco extremo de contágio de Covid-19 desde o dia 5 de dezembro, quando foram anunciadas as mais recentes medidas de restrição por causa da pandemia, tendo o município de Alcanena baixado agora do nível ‘muito elevado’ para ‘elevado’. Para o mapa de risco que entra em vigor dia 24, e onde há quatro níveis de risco a considerar (moderado, elevado, muito elevado e extremamente elevado), Torres Novas e Ourém mantém o ‘nível elevado’ ao passo que Abrantes sobe de ‘risco moderado’ para ‘risco elevado’, embora sem agravamento significativo nas medidas restritivas.

Sardoal é o único município do Médio Tejo a descer dois níveis no mapa de risco, passando de ‘muito elevado’ para ‘risco moderado’, sendo de destacar ainda Tomar, Mação e Entroncamento que, por sua vez, descem um nível, de ‘risco elevado’ para ‘risco moderado’. Na lista de municípios em ‘risco moderado’ figuram ainda os concelhos de Constância, Vila Nova da Barquinha, Ferreira do Zêzere, Sertã, e Vila de Rei.

Na região do Alto Alentejo, Ponte de Sor mantém-se no ‘risco moderado’ e Gavião em ‘risco extremo’. Já na Lezíria, Chamusca mantém o ‘risco muito elevado’ e Golegã situa-se no grupo de ‘risco elevado’. No distrito de Santarém não há agora nenhum município em risco extremo.

A nova lista foi divulgada no seguimento da reunião do Conselho de Ministros, que determinou que o Governo não vai decretar novas restrições para o Natal, mas que haverá recolher obrigatório a partir das 23:00 no dia 31 de dezembro e a partir das 13:00 nos dias 1, 2 e 3 de janeiro.

Na sequência da reavaliação da situação epidemiológica no país, o Conselho de Ministros decidiu hoje rever os horários de funcionamento dos restaurantes, em todo o território continental, estabelecendo que, no dia 31 de dezembro, o funcionamento é permitido até às 22:30; e nos dias 01, 02 e 03 de janeiro até às 13:00, exceto para entregas ao domicílio.

Relativamente ao período do Natal manter-se-ão os horários anunciados há duas semanas, ou seja, os restaurantes vão poder estar abertos até à 01:00 nas noites de 24 e 25 de dezembro e funcionar até às 15:30 nos dias 26 de dezembro.

Na ocasião, o primeiro-ministro referiu que as medidas então delineadas poderiam vir a ser alvo de revisão, o que veio hoje a verificar-se em relação à passagem do ano.

“Logo a seguir ao Natal devemos estar o mais recolhidos possível para evitar que os contágios se multipliquem”, disse o primeiro-ministro, sublinhando que a avaliação da situação epidemiológica determinou que tenha de ser “cortar totalmente” as celebrações da passagem do ano.

A liberdade de circulação será, por isso, restrita a partir das 23:00 no dia 31 e a partir das 13:00 nos dias 01, 02 e 03 de janeiro. A proibição de circulação, precisou ainda António Costa, abrangerá todos os concelhos do território nacional.

António Costa disse ainda que o Governo tem procurado encontrar o equilíbrio entre a responsabilidade individual e a imposição legal e foi com base nesse equilíbrio que se procurou “proteger o Natal com o sacrifício da passagem do ano”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou hoje a renovação do estado de emergência por mais 15 dias, até 07 de janeiro, sendo esta a sétima vez que decreta o estado de emergência no atual contexto de pandemia de covid-19.

c/LUSA

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