Foto: José Coelho/LUSA

No dia em que se bate o recorde do número de casos na região do Médio Tejo, Mação não apresenta novos casos e tem 30 pessoas em vigilância ativa. Com um acumulado de 52 infetados, há especial preocupação com a situação dos lares do concelho que estão a ser monitorizados. Um lar em Envendos representou maior preocupação, mas segundo o presidente da Câmara, Vasco Estrela (PSD), a situação parece estar controlada ao dia de hoje. No panorama escolar as coisas têm estado calmas, sinalizando-se apenas como caso recente uma turma com uma aluna infetada, residente no concelho de Abrantes, tendo os restantes colegas testado negativo.

Ainda assim, e reconhecendo a situação crítica que se vive na região e no país, especialmente quanto a lares de idosos, Vasco Estrela entende que só dia-a-dia se podem tirar conclusões.

“Vamos aguardar. Todos sabemos a especificidade muito própria dos lares e basta perceber o que acontece em nosso redor e o panorama crítico que o país está a atravessar. Temos uma preocupação acrescida. Acho que esta semana é decisiva para perceber a evolução de tudo isto”, admite.

Áudio: Vasco Estrela em balanço da situação covid-19 no concelho, esta segunda-feira, dia 16.

“Já estive mais tranquilo do que estou, tem sido um sobe e desce de emoções e expectativas. Já estive muito preocupado por altura do verão. Neste momento estou a ficar muito preocupado por perceber que há algumas coisas que podem eventualmente vir a complicar-se. Estamos a monitorizar”, deu conta ao mediotejo.net.

O autarca diz que o Município tem “disponibilidade permanente para colaborar com as pessoas, com as instituições, Autoridade de saúde e Segurança Social para aquilo que seja necessário”.

“Penso que vamos passar até final do ano por uma fase muito difícil (…) no caso do concelho de Mação, se a situação há duas semanas era um pouco mais agradável, agora temo que assim não seja”, assumiu.

Por outro lado diz esperar o decorrer da semana e o número de casos que possam surgir, uma vez que “pode ser importante para a definição do que vai ser o futuro”.

Foto: mediotejo.net

Vasco Estrela sinalizou ao dia de hoje duas situações com maior complexidade, nomeadamente num lar em Envendos, situação que está sob controlo.

“Penso que está relativamente controlada a situação, pelo menos é essa a informação que tenho. Evidentemente as vigilâncias ativas são muitas, e quando assim é, é de prever que alguma coisa menos boa possa vir a surgir. Daí a razão da minha preocupação”, teme.

O edil lembra que esta situação de pandemia é instável e não há forma de ter garantias. “Não há previsibilidade daquilo que possa vir a acontecer, temos muitos exemplos de pessoas extraordinariamente cuidadosas e quando menos se espera o vírus ataca. Cada um de nós tem de tentar fazer a sua parte individual, e perceber como conseguimos ou não escapar. Se é que o conseguimos”, diz.

Lança ainda apelo para que “dentro do possível, todos façam aquilo que tem de ser feito e sigam as recomendações das autoridades de saúde” para de alguma forma travar a escalada abrupta que se está a verificar em toda a região e no país.

Nem tudo parecem ser más notícias, pois a nível escolar a situação tem-se mantido tranquila, com o autarca a confirmar o isolamento recente de uma turma devido a caso confirmado em aluna residente no concelho de Abrantes mas a frequentar estudos em Mação. Este caso estará ligado ao surto no lar da localidade de Pego.

Os alunos fizeram testes de despiste, e segundo o autarca, deram todos negativo. “Penso que a situação está mais ou menos ultrapassada, felizmente nas escolas as coisas têm estado relativamente tranquilas quando comparado com outras situações aqui bem perto de nós”, concluiu.

Recorde-se que Mação tem, esta segunda-feira, zero casos registados nas últimas 24 horas, e apresenta um acumulado de 52 infetados e 30 vigilâncias ativas. Na região do Médio Tejo contam-se hoje 190 casos, com 136 só no concelho de Alcanena. É o dia “negro” da pandemia, com recorde do número de casos registados até hoje na região.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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