Relatório de contas de 2022 sofre com duras críticas dos deputados do PSD. Foto: mediotejo.net

O Município de Tomar tem tutelado a iniciativa de realização dos testes de despiste à covid-19 nos utentes de lares detidos por IPSS (10) e lares privados legalizados (5), bem como aos bombeiros, PSP e GNR, e autarcas do concelho, tendo já realizado mais de 600 testes. A autarquia está já a preparar a segunda fase que irá incidir nos funcionários de lares e tem também delineado um plano emergência em caso de necessidade de evacuação no contexto da covid-19, estando definidos os locais que podem acolher utentes de IPSS do concelho.

Quanto aos testes, a primeira fase começou com o despiste a autarcas, desde o executivo socialista até aos presidentes de junta, seguindo-se os utentes institucionalizados em lares de IPSS do concelho. Seguiram-se os testes em bombeiros, forças de segurança e em utentes de lares privados, estando prestes a terminar esta ronda que iniciou após o dia 25 de março.

Terminada a 1ª fase de testes aos utentes dos lares do concelho, bombeiros, GNR e PSP, resultando no total de 602 exames efetuados, apenas 2 resultaram positivo num lar tendo sido de imediato adotadas todas as medidas em conformidade. Os exames aos funcionários deram todos negativo.

“Queremos começar esta nova fase imediatamente a seguir a esta, mas ainda estamos a articular com o laboratório que tem feito os testes. Mas também temos outra hipótese em cima da mesa, em articulação com a Segurança Social e uma Universidade. Estamos a avaliar qual a melhor solução para iniciar esta segunda fase”, referiu à comunicação social o vice-presidente da CM Tomar, Hugo Cristóvão.

Por outro lado, a autarquia adaptou o Plano de Emergência Municipal ao atual contexto de pandemia de covid-19, para responder a eventual necessidade de evacuação, nomeadamente de lares/IPSS. O plano é “dinâmico” e poderá sofrer alterações.

“Entre outras coisas, definimos locais de acolhimento para uma necessidade de transferência de cidadãos. Esse plano foi adaptado/especializado há um mês atrás no atual contexto de pandemia e tendo em vista acudir os mais idosos (…) O plano está feito, bem como o levantamento dos locais e equipamentos necessários, nomeadamente camas”, disse, dando conta da sinalização de um conjunto de locais na cidade e apenas um fora.

“Entendemos que o plano não devia ser público”, referiu, explicando que “numa situação de emergência, é suposto que um local de acolhimento esteja apenas a ser utilizado pelas pessoas que lá devem estar, não é suposto ter outros cidadãos a acorrer a esses locais”, disse, indicando esta como uma das razões pelas quais a CM Tomar não divulgou publicamente o que outros municípios têm divulgado.

Ainda assim, o procedimento em caso de emergência e evacuação – que se espera não vir a ser necessária a sua aplicação – é acolher em isolamento os utentes após caso positivo de novo coronavírus, até que o lar seja alvo de desinfeção. “Apenas e o tempo necessário para fazer uma desinfeção a esse edifício. Imediatamente após isso, as pessoas retomam a esse lar, isto para termos sempre os meios disponíveis para qualquer outra situação que possa acontecer e não haver um sobrelotamento dos meios e dos recursos disponíveis”, mencionou o vereador.

Dentro do planeamento e medidas tomadas para prevenção da propagação da covid-19, foram oferecidas 90 viseiras ao município pela empresa tomarense Maxicópia, tendo sido encaminhadas para alguns vendedores do Mercado Municipal, decisão tomada em articulação com a delegada de saúde. Ainda assim, as viseiras entregues pelos vereadores da CM Tomar não chegaram para todos os vendedores presentes no mercado, à sexta-feira, ficando em falta a entrega das restantes viseiras, bem como a avaliação de entrega a outros profissionais.

“Estamos a tratar da aquisição das viseiras em falta, assim como para outras situações, até para alguns serviços do Município em setores mais operacionais”, notou Hugo Cristóvão, vice-presidente da autarquia em videoconferência com os jornalistas.

Também os funcionários em trabalhos mais operacionais, desde higiene e limpeza ao setor das obras, vão passar a estar munidos de equipamento de proteção individual, com máscaras, luvas e álcool gel. Também os que têm de estar fisicamente em serviços administrativos irão usar máscaras e álcool gel, para reforço da desinfeção das mãos em contacto com equipamentos informáticos.

O Município tem feito também a distribuição de equipamentos de proteção individual às IPSS, que têm chegado da Segurança Social, tendo transportado de Santarém para o Médio Tejo também os equipamentos para os demais municípios.

Está agora prevista uma ação, em concertação com os 13 municípios da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no sentido de distribuir máscaras comunitárias numa ação pedagógica sobre o uso correto da mesma.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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