Entrada da vila da Golegã. Foto: DR

A Câmara da Golegã vai assumir o pagamento do diferencial da remuneração dos trabalhadores que estão em casa a acompanhar filhos até 12 anos, por causa da suspensão das atividades letivas.

A medida surge na sequência do despacho do Governo, da passada sexta-feira, segundo o qual os trabalhadores por conta de outrem que tenham de ficar em casa a acompanhar os filhos até 12 anos vão receber 66% da remuneração-base, metade a cargo do empregador e outra metade da Segurança Social.

O apoio financeiro aos trabalhadores que ficam em casa com os filhos até 12 anos – que abrange apenas um dos progenitores – tem como referencial mínimo o salário mínimo nacional no caso dos trabalhadores dependentes, e uma vez o valor do IAS – Indexante dos Apoios Sociais (438,81 euros em 2020) no caso dos trabalhadores independentes – até um teto máximo de 2,5 IAS.

No despacho hoje emitido, o presidente da Câmara da Golegã (no distrito de Santarém), José Veiga Maltez, comunica a decisão de assumir os 34% do salário em falta, “a menos que exista algum impedimento legal”.

O executivo municipal colocou 12 funcionários em teletrabalho, mandou para casa os que têm crédito de horas, para que as gozem de imediato, e todos aqueles cujas funções não são neste momento essenciais ao serviço, ficando estes com um débito de horas a compensar posteriormente.

Foram igualmente cancelados todos os estágios.

Veiga Maltez pede ainda aos munícipes para que “adotem um comportamento responsável”, salvaguardando a saúde de todos, lembrando que o concelho tem “uma grande parte da população com mais de 65 anos, considerada vulnerável e de risco”.

O concelho da Golegã tem cerca de 5.500 habitantes.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

O boletim divulgado pela DGS assinala 4.030 casos suspeitos até hoje, dos quais 323 aguardavam resultado laboratorial.

Das pessoas infetadas em Portugal, três recuperaram.

De acordo com o boletim, há 6.852 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Atualmente, há 19 cadeias de transmissão ativas em Portugal, mais uma do que no domingo.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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