O ACES Médio Tejo tem agora 32 doentes, entre eles alguns jovens na casa dos 20 anos. Foto: DR

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo registou este domingo mais sete casos positivos de doentes por Covid-19 (de 25 para 32), um aumento de 28% relativamente a sábado. Este aumento é feito, sobretudo, à custa de Abrantes (que passa de 3 para 7 casos) e de Tomar (de 7 para 9) e assinala também o primeiro caso covid no concelho de Ferreira do Zêzere. A região do ACES Médio Tejo contabiliza agora, até às 19:30 de domingo, 32 casos de pessoas infetadas e duas mortes. Entroncamento e Mação não registam casos de pessoas infetadas por covid no ACES Médio Tejo.

“Há casos de pessoas cada vez mais novas [com Covid-19], na casa dos 20 anos, nomeadamente em Tomar e Abrantes”, deu conta a Delegada de Saúde Pública, tendo referido que, dos novos casos em Abrantes, dois deles são de familiares relacionados com um caso anterior e que já havia sido diagnosticado”. O caso positivo de Ferreira do Zêzere é referente a um idoso, sendo que a média de idades dos casos positivos na região do ACES Médio Tejo, segundo Maria dos Anjos Esperança, anda na casa dos 50 e 60 anos, e mais idosos. Em termos de padrão, a responsável destacou os novos casos em jovens.

A delegada de Saúde deu ainda explicações relativamente aos procedimentos a adotar relativamente a casos de doentes que seguem tratamento em casa, e em que o núcleo familiar mais próximo também fica em casa em isolamento profilático durante um período de 14 dias, sendo o evoluir da sua situação acompanhada pelas autoridades de saúde.

Tomar (9), Abrantes (7), Ourém (5), Torres Novas (4), Alcanena (3), Vila Nova da Barquinha (1), Constância (1), Sardoal (1) e Ferreira do Zêzere (1), a par de duas mortes (em Tomar (1) e em Alcanena (1), são os dados acumulados referentes ao ACES Médio Tejo ao dia de hoje [domingo] e validados por Maria dos Anjos Esperança, Delegada de Saúde Pública.

Em vigilância ativa estiveram até agora um total de 227 cidadãos (contra 188 de sábado), alguns dos quais já saíram do período de 14 dias de quarentena, sendo a maioria destes dados acumulados registados em Tomar (70), seguindo-se Abrantes (57), Torres Novas (50), Alcanena e Vila Nova da Barquinha (12), Ourém (11), Entroncamento e Sardoal (5) Mação (3) e Ferreira do Zêzere (2).

Ainda pelo Médio Tejo, mas ligados ao ACES do Pinhal Interior Sul, há um caso positivo a registar em Vila de Rei, uma mulher de 36 anos. Sertã não tem casos confirmados. Gavião e Ponte de Sor, no Alto Alentejo, também não registaram casos positivos até este domingo.

Com um caso confirmado em Vila de Rei, autarquia que pertence à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo mas que está ligada ao ACES Pinhal Interior Sul na área da Saúde (assim como Sertã), a região da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo soma agora um total de 33 casos de pessoas infetadas pela covid-19.

Chamusca não regista cidadãos infetados por Covid-19 e a Lezíria apresentava até às 19:00 deste domingo um total de 61 doentes, dos quais 22 casos no concelho de Santarém, segundo dados recolhidos pela Rede Regional. O distrito de Santarém soma assim, às 19:30 de hoje, 93 casos (61 na Lezíria do Tejo e 32 no Médio Tejo).

O ACES Médio Tejo abrange 11 municípios e cerca de 225 mil utentes/frequentadores, sendo composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

Dos infetados, 486 estão internados, 138 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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