Coral Sinfónico de Portugal apresenta "O Messias" de Händel sábado em Torres Novas. Foto: DR

O Coral Sinfónico de Portugal apresenta, sábado, no Teatro Virgínia, em Torres Novas, “O Messias”, de Händel, marcando o regresso ao palco depois da pandemia da covid-19 e o arranque da época natalícia na cidade.

Sob direção artística do maestro João Branco e da maestrina Saraswati, o Coral Sinfónico de Portugal (CSP), vai interpretar “O Messias”, de George Frederic Händel, conjuntamente com o Spatium Vocale, o Choral Phydellius, a Nova Camerata de Santa Cecília e a Orquestra Alma Mater.

O espetáculo contará com os solistas Carla Frias (soprano), Arthur Filemon (contratenor), Marco Santos (tenor) e Tiago Gomes (baixo), apresentando 120 coralistas acompanhados por uma nova orquestra, a Alma Mater, formada por João Branco.

O concerto marca a entrada do CSP numa nova fase, depois de três décadas sob a batuta da maestrina galesa Saraswati, com o maestro João Branco a assumir a responsabilidade da direção artística, em colaboração com a fundadora do Coral Sinfónico.

“Ele tem experiência, tem paixão pela música coral sinfónica e como é maestro de vários coros, inclusive do Choral Phydellius, vai trazer coralistas dos seus coros para colaborarem com os coralistas residentes do Coral Sinfónico”, levando o grupo “para um novo patamar”, disse Saraswati à Lusa.

A paragem forçada pela pandemia da covid-19 “introduziu uma quebra natural”, levando a maestrina a pensar que “era boa altura para procurar um novo impulso”, se fosse para continuar.

A nova direção artística introduz “mudanças na forma de trabalhar”, com ensaios mais intensivos, a realizar em Torres Novas, e sem a informalidade que marcou o trabalho de Saraswati, a qual continuará a receber pessoas, no primeiro domingo do mês, na Quinta de Vishuddha, onde reside desde a década de 1990.

“A maneira de trabalhar do João é mais intensiva. Eu sou mais liberal. Damo-nos bem. É uma boa parceria”, disse, sublinhando que o maestro “é a pessoa indicada” para tornar o CSP “digno do nome grandioso” que merece.

Saraswati recordou que o “grande propósito” da criação do CSP foi permitir que coralistas amadores pudessem interpretar grandes peças do património musical mundial, salientando que, em 30 anos, muita coisa mudou.

“Há cada vez mais grupos no país que estão agora a entrar nestas grandes obras sinfónicas. Há 30 anos não havia acesso a instrumentistas com qualidade para trabalhar obras difíceis. Agora é muito diferente”, afirmou.

Além do concerto em Torres Novas, o CSP levará, domingo, também às 21:30, “O Messias” à Basílica da Estrela, em Lisboa, num concerto com entrada livre.

Para 15 de abril de 2023, está já agendada a apresentação de “Stabat Mater”, de Dvořák, no Virgínia, “música mais romântica, com uma orquestra muito maior”, disse a maestrina, declarando-se “muito positiva com o futuro do CSP”.

Agência de Notícias de Portugal

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