Convento de Cristo termina entre os semifinalistas nacionais das Novas 7 Maravilhas. Foto: CC

O Convento de Cristo, em Tomar, terminou o seu percurso nas Novas 7 Maravilhas de Portugal entre os 49 semifinalistas nacionais, depois de ter vencido sucessivas eliminatórias e conquistado a representação da Região Centro na categoria Religião.

O monumento tomarense não conseguiu, na noite de sábado, uma das três vagas da sua categoria para a Grande Final Nacional, marcada para 12 de setembro, mas encerra a participação depois de ter sido o único património do Médio Tejo a alcançar a meia-final nacional.

“Chegámos à semifinal nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal!”, assinalou hoje o Convento de Cristo, numa publicação em que destaca o percurso realizado e desvaloriza o afastamento da última etapa da competição.

“O Convento de Cristo não seguiu para a grande final, mas o verdadeiro prémio mantém-se: o valor único e excecional do nosso património e a magia que é partilhada com cada visitante”, refere.

A instituição agradece ainda “a todos os que vestiram a camisola”, nomeadamente aos votantes, às claques, à madrinha da candidatura, a judoca Patrícia Sampaio, à Thomar Honoris e à Câmara Municipal de Tomar, à qual atribui um “apoio fundamental”.

A meia-final nacional realizou-se no Palácio Nacional de Sintra e colocou frente a frente 49 patrimónios, sete em cada uma das categorias Castelos, Grandes Obras, História, Religião, Século XX, Século XXI e Turismo. A votação do público apurou três candidatos por categoria, num total de 21 finalistas.

Na categoria Religião, onde concorria o Convento de Cristo, seguem para a final a Catedral de Santarém, o Santuário de Nossa Senhora da Graça, em Mondim de Basto, e a Sé de Lisboa.

A passagem da Catedral de Santarém permite, assim, ao distrito de Santarém manter um representante na corrida à eleição das sete novas maravilhas.

Quatro patrimónios do distrito chegaram à meia-final nacional

Além do Convento de Cristo e da Catedral de Santarém, chegaram à meia-final nacional o Mercado Municipal de Santarém, na categoria Século XX, e a Casa Museu dos Patudos, em Alpiarça, na categoria Turismo.

O Mercado de Santarém não conseguiu passar à última etapa, tendo sido apurados na categoria Século XX a Igreja de São José da Ribeira Chã, nos Açores, os Mercados de Olhão e Picote – Moderno Escondido, em Miranda do Douro.

Também a Casa Museu dos Patudos terminou a participação na meia-final. Na categoria Turismo avançaram o Cella Bar, na ilha do Pico, o Jardim do Paço Episcopal, em Castelo Branco, e o Jardim Monte Palace Madeira, no Funchal.

A Catedral de Santarém é, por isso, o único dos quatro representantes do distrito presentes entre os 49 semifinalistas a alcançar a Grande Final Nacional.

Convento foi o representante do Médio Tejo até à fase nacional

O percurso do Convento de Cristo começou numa edição que recebeu 629 candidaturas de todo o país e da qual foram inicialmente selecionados 147 patrimónios para votação pública.

O Médio Tejo conseguiu então colocar quatro candidatos nessa lista: o Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, o Castelo Templário de Tomar, o Convento de Cristo e a Barragem de Castelo do Bode.

Três deles chegaram à Final Regional Centro: Castelo de Almourol, na categoria Castelos, Barragem de Castelo do Bode, em Grandes Obras, e Convento de Cristo, em Religião.

Na Final Regional, realizada em agosto na Curia, o Castelo de Leiria superou Almourol e o Aqueduto da Usseira venceu na categoria em que participava Castelo do Bode. O Convento de Cristo venceu, por sua vez, a Sé Velha de Coimbra e tornou-se o único representante do Médio Tejo na meia-final nacional.

Já entre os 49 melhores patrimónios da competição, o monumento tomarense disputou uma das três vagas da categoria Religião com a Catedral de Santarém, Convento de Santo António, nos Açores, Igreja da Misericórdia de Tavira, Igreja Matriz de São Jorge, na Madeira, Santuário de Nossa Senhora da Graça e Sé de Lisboa.

A Grande Final Nacional realiza-se em 12 de setembro, novamente em Sintra, e vai escolher uma nova Maravilha de Portugal em cada uma das sete categorias.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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