Stephen Hawkin (1942-2018) Mural de VIOLANT, Tecnopolo de Alferrarede, Abrantes | Foto: Paula Val

Já se escreveu tudo em relação a Stephen Hawking mas, mesmo assim, alguns dias depois da sua morte, não quero perder a oportunidade de sublinhar e partilhar a “bold”, a minha perspetiva sobre a lição de vida que ele nos deixou.

Deixarei de fora as equações matemáticas, as análises físicas e as coincidências cronológicas como as referências ao Pi e a Einstein, por ser demasiado óbvio e por ser demasiado breve…”uma breve história do tempo” que Hawking já escreveu e explicou como ninguém.

Foco-me na outra vida, na vida “normal”, que ultrapassou obstáculos físicos, convencionais, sociológicos e que durou muito mais tempo que “uma breve história do tempo”, porque a eternidade também se conquista vivendo-se mais 50 anos do que o inicialmente previsto.

Valorizo a aceitação depois da revolta, a generosidade acima do orgulho e a disposição para viver um dia de cada vez, sempre com o propósito de fazer de cada dia, um dia com sentido.

Também neste caso, atrás de um grande homem esteve uma grande mulher. Jane Hawking, nascida Jane Wilder, que fez jus ao nome de nascimento e através de um espírito indomável ajudou a construir, durante 3 décadas, a relação que foi a base da “teoria de tudo” contra todas as probabilidades.

Incómodo, provocador, visionário, brilhante, com um tremendo sentido de humor… partiu um homem que nos deixa um enorme legado científico mas acima de tudo que nos deixa uma brutal história de vida. Uma lição para a maioria de nós. A prova viva que não há limites para os limites que, muitas vezes, teimam em nos impor e que o destino pode ser reescrito pelo nosso inconformismo e pela nossa vontade.

Talvez esteja a ser injusto com a maioria de nós ao não valorizar devidamente a sua sorte, a mesma que nós não tivemos, por não nos terem retirado as expectativas demasiado cedo. Ou isso, ou a maioria dos nossos problemas não passarem de um ínfimo buraco negro quando comparados com a verdadeira dimensão de tudo o que este homem teve que ultrapassar, antes de se tornar num dos maiores vultos de toda a humanidade.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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