Este domingo, dia 15 de junho, estão marcadas concentrações em vários pontos do país em protesto contra o aumento de ataques violentos por parte de grupos racistas e de extrema-direita, e que têm visado trabalhadores migrantes ou portugueses com ligações a movimentos de esquerda e à area da cultura.

A primeira concentração, com o mote “Não queremos viver num país do medo”, foi marcada em solidariedade com o ator Adérito Lopes, espancado por um grupo de neonazis no passado dia 10 de junho à porta do teatro A Barraca, em Lisboa, mas depressa se organizaram mais eventos de norte a sul (ver cartaz no final do artigo).

Torres Novas é um dos pontos de concentração desta iniciativa – o único na região do Médio Tejo –, apelando-se à manifestação não-violenta de cidadãos a partir das 11h00 da manhã, na Praça 5 de Outubro.

Promovida pela sociedade civil, a iniciativa está a ser divulgada nas redes sociais de várias associações, como a SOS Racismo, Artistas Unidos e Plateia – Associação de Profissionais das Artes Cénicas.

No texto que convoca a concentração pode ler-se que o ataque a Adérito Lopes “não é um caso isolado”:

“Sabemos que esta onda de ataques a migrantes, pessoas racializadas, trabalhadoras, pobres e trabalhadores da cultura não vai ficar por aqui. Está a crescer alimentada pela impunidade judicial, pelo silêncio e pela desigualdade económica. Juntamo-nos domingo em solidariedade, para estarmos juntas e para nos organizarmos para mudar isto tudo – é a tarefa do nosso tempo combater este país desigual, sem nunca sacrificar os direitos fundamentais entre os quais a liberdade de expressão.”

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

Deixe um comentário

Leave a Reply