O PS disse hoje que a degradada ponte sobre o Tejo em Constância tem cinco milhões de euros inscritos para intervenção no âmbito do Plano Juncker. Foto: mediotejo.net

O PS disse esta terça-feira que a degradada ponte sobre o Tejo em Constância tem cinco milhões de euros inscritos para intervenção no âmbito do Plano Juncker, tendo criticado os anteriores executivos CDU por não terem encetado a sua recuperação.

“Há um investimento inscrito de cinco milhões de euros no Plano Juncker para resolver este problema e não entendo como durante tantos anos, e com esta verba inscrita, a autarquia teve uma atitude tão passiva”, disse a deputada Idália Serrão, que esteve em Constância com os demais eleitos socialistas do distrito de Santarém para assinalar os nove meses de mandato da atual gestão de Sérgio Oliveira (PS), autarca que recuperou nas autárquicas de outubro aquele  município para o PS depois de 32 anos de gestão comunista.

Na primeira linha das preocupações do executivo, a ponte da Praia, travessia sobre o Tejo que une Constância Sul e Praia do Ribatejo, em Vila Nova da Barquinha, tem a circulação rodoviária interdita a veículos pesados e a mesma só é permitida a veículos ligeiros, num só sentido, alternado e regulado por sinalização semafórica, sendo a construção de uma nova ponte na região defendida há cerca de duas décadas.

Ponte da Praia do Ribatejo (Foto: mediotejo.net)

As condicionantes da travessia no tabuleiro rodoviário da ponte dividem o concelho de Constância ao meio, com os cerca de 4.000 habitantes separados pelo rio, e as viaturas pesadas a serem obrigadas a fazer dezenas de quilómetros pelas pontes mais próximas, em Chamusca ou Abrantes, situação que configura uma situação de “grandes constrangimentos em termos de acessibilidades”, afirmou a deputada.

“É extraordinário reivindicar, mas a capacidade de planeamento e de estabelecer pontes é fundamental e determinante para que se possam efetivar estas obras”, notou Idália Serrão, tendo referido que, agora, “o processo negocial está a decorrer”, e que o atual presidente do município de Constância e os autarcas da região do Médio Tejo vão reunir, nesse sentido, com o ministro do Planeamento e Infraestruturas.

“Estamos em processo negocial”, referiu, por sua vez, o presidente da autarquia de Constância, tendo optado por não se alongar sobre o tema.

“É um problema que temos e que tem de ser resolvido. Mas estamos em conversações e é prematuro dizer algo mais”, disse Sérgio Oliveira, que gere uma autarquia que tem um orçamento de perto de oito milhões de euros por ano.

A reunião dos autarcas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo com o ministro Pedro Marques, inicialmente agendada para esta terça-feira, foi adiada para dia 3 de agosto, disse, entretanto, fonte do gabinete do presidente da autarquia de Constância.

 

 

 

 

No final da visita efetuada às três freguesias do município, Sérgio Oliveira, acompanhado dos deputados do PS (Idália Serrão, Hugo Costa e António Gameiro), vereadores, presidentes de junta e da Assembleia Municipal, disse ter aproveitado a ocasião para “mostrar o trabalho desenvolvido” nos primeiros nove meses de mandato, e relevar as “preocupações com as questões estruturantes, como a questão da ponte e a problemática da atração de investimento” para o município.

“A herança foi pesada”, destacou, referindo-se à anterior gestão CDU, tendo criticado o “espaço público desprezado, a falta de manutenção de equipamentos, e dívidas de dezenas de milhar de euros geradas em véspera de eleições”, situações cuja resolução, disse, “ocuparam parte deste período” de gestão política.

“Agora estamos a encetar uma série de reformas e investimentos ao nível do espaço público, ambiental e cultural”, disse o autarca socialista, tendo destacado, para breve, a requalificação da zona ribeirinha, do Largo Cabral Moncada (no centro da vila), do cineteatro, da nova ETAR, extensão de saúde e parque infantil e lazer de Montalvo, e saneamento básico em Pereira, Santa Margarida, investimentos que ascendem a perto de um milhão de euros.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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