Perigo de derrocadas condiciona estrada militar em Santa Margarida da Coutada, Constância. Foto: mediotejo.net

O perigo de derrocada de algumas grandes rochas que ladeiam a estrada militar na freguesia de Santa Margarida da Coutada, Constância, levou o Exército a colocar baias de segurança na estrada entre a Estação Ferroviária de Santa Margarida e o Campo Militar de Santa Margarida, estando o trânsito a processar-se de forma condicionada naquela via rodoviária, em parte do troço.

Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da junta de freguesia de Santa Margarida, José Manuel Ricardo, disse que foi a “queda de algumas pedras para a estrada”, no final do ano passado, que “obrigou à colocação das baias de segurança, numa decisão preventiva do Exército”, uma vez que a estrada é militar e a autarquia não tem jurisdição sobre a mesma.

“As autoridades militares decidiram agir de forma preventiva porque a estrada estava em não segurança”, referiu, colocando algumas baias protetoras e condicionando a circulação rodoviária naquela estrada militar, em parte do troço, “estando agora o estudo da intervenção a efetuar a ser desenvolvido pelos serviços do Exército”.

“Esperemos que o processo seja breve mas a intervenção não deve ser simples de efetuar”, referiu José Manuel Ricardo, apontando para as grandes rochas que ladeiam parte da estrada.

O autarca de Santa Margarida apelou a uma “condução com precaução redobrada” naquela via. Foto: mediotejo.net

Recentemente, e devido à construção de condutas de comunicação militar, na estrada entre a Estação Ferroviária de Santa Margarida e o Campo Militar de Santa Margarida, ocorreram também congestionamentos no trânsito naquela estrada, mas por motivos diferentes, sendo que o mau estado de conservação em que se encontra a estrada militar em Santa Margarida da Coutada também esteve na origem de um duplo pedido por parte do presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira (PS) às chefias militares.

Com a colocação de condutas na estrada militar, o objetivo do Exército é levar fibra ótica desde a estação de Santa Margarida até ao Campo Militar, intervenção que passou pela abertura de uma vala e implicou a colocação de uma tubagem para passar a fibra ótica.

Nesse sentido, o presidente da Câmara de Constância pediu que se aproveitasse a abertura da vala para se resolver dois problemas: que permitissem passar uma tubagem municipal com caixas municipais para que um dia mais tarde se pudesse trazer a fibra ótica à freguesia de Santa Margarida, e que a estrada militar fosse alcatroada com um novo tapete uma vez que a mesma se encontra em mau estado na localidade de Malpique.

A ambos os pedidos da Câmara a resposta do Exército foi, numa primeira fase, negativa, tendo o Exército argumentado que a verba prevista e orçamentada dá apenas para pavimentar a zona onde  está a ser aberta a vala e que, por questões de segurança militar, não era possível passarem duas condutas na mesma vala.

Apesar das respostas negativas, o presidente Sérgio Oliveira afirma que não vai desistir de levar a fibra ótica à freguesia de Santa Margarida, estando em negociações com operadoras nesse sentido. “Mas não há garantias e teria de se abrir agora outra conduta para fazer passar os cabos”, observou, em declarações ao mediotejo.net. Uma despesa avultada e evitável, caso seja possível conjugar os investimentos militares e municipais.

O perigo de derrocada de algumas grandes rochas que ladeiam a estrada militar na freguesia de Santa Margarida da Coutada, Constância, levou o Exército a colocar baias de segurança na estrada entre a Estação Ferroviária de Santa Margarida e o Campo Militar de Santa Margarida. Foto: mediotejo.net

Relativamente ao asfaltamento, o autarca disse que a Câmara Municipal mantêm o processo negocial com o Exército estando disponível para assumir “requalificar as bermas da estrada militar”, via em que, reiterou, o município “não tem jurisdição”. Ao mesmo tempo “mantém-se em aberto o processo negocial com vista à passagem da fibra ótica pela mesma conduta” aberta pelos militares, notou.

Os atuais condicionalismos devido ao perigo de derrocadas “é um processo que a autarquia vai acompanhando”, sem ter datas previsíveis para a resolução de um problema que autoridades militares vão resolver.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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