Foto: Jorge Santiago/mediotejo .net

Encerrou-se esta terça-feira, dia 13, mais uma página de ouro da Cavalaria Portuguesa. Chegou ao fim a carreira do M60A3 TTS ((Tank Thermal Sight) no Exército. Este Carro de Combate começou a chegar a Portugal por força dos Acordos CFE, destinados à redução das forças convencionais na Europa. Muito do equipamento blindado existente foi destruído ou retirado da “frente” da Europa Central.

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Foi nessa altura, a partir de 1993 que, a designada à epoca, 1ª Brigada Mista Independente começou a receber, além de outros sistemas, oitenta M60 destinados a substituir os M48A5 que, por sua vez, haviam rendido os M47 em 1976.
A sua chegada coincidiu com a alteração na designação da grande unidade sedeada em Santa Margarida para Brigada Mecanizada Independente (BMI).

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No Desfile Militar, no Porto em 25 de julho de 1994, por ocasião do Dia das Forças Armadas foi o foco de todas as atenções.
O “batismo de fogo”, a cargo do Regimento de Cavalaria nº4, aconteceu em Santa Margarida no dia 17 e noite de 18 de novembro.

Passou a equipar o Grupo de Carros de Combate e o Esquadrão de Reconhecimento da BMI em 31 de dezembro de 1995.
Algumas unidades foram atribuidas à Escola Prática de Cavalaria destinadas a instrução.

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Esta aquisição significou um enorme salto tecnológico em relação ao M48A5. A possibilidade de executar tiro diurno e noturno com a peça estabilizada, o uso de telémetro laser e sistema térmico de visão noturna faziam do M60 um sistema de armas ao nível dos parceiros da Aliança Atlântica.

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Uma década depois alguns destes blindados começaram a apresentar problemas no trem de potência e no sistema de tiro.
Em alternativa à modernização do M60 o comando do Exército optou pela aquisição dum novo blindado.

Foi escolhido o Leopard 2A6 de origem alemã actualmente ao serviço da agora Brigada Mecanizada.

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A passagem à “reserva” dos Patton foi assinalada com uma sessão de tiro real com a presença de dezenas de fotógrafos entusiastas dos assuntos militares.

Na tribuna encontravam-se várias gerações de Cavaleiros que fizeram a carreira militar usando este Carro de Combate que não escondiam a nostalgia.

O M60A3 TTS “Patton” deixa saudades…

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CARACTERÍSTICAS GERAIS

PAÍS DE ORIGEM: EUA
MODELO: M60A3
TIPO: TTS
TRIPULAÇÃO: 4
COMPRIMENTO C/ PEÇA À FRENTE: 9,436 m
COMPRIMENTO DO CASCO: 6,946 m
ALTURA: 3,280 m
LARGURA: 3,631 m
DISTÂNCIA AO SOLO: 0,457 m
PESO BRUTO (EM COMBATE): 51.392 Kg
PRESSÃO AO SOLO: 83.43Kg P
VELOCIDADE MÁXIMA (ALTA): 48 Km/H
VELOCIDADE MÁXIMA (BAIXA): 16 Km/H
VELOCIDADE MÁXIMA (M ATRÁS): 11,3 Km/H
LARGURA MÁX VALA TRANSPONÍVEL: 2,591 m
OBSTÁCULO VERTICAL: 0,914 m
VAU MÁXIMO: 1,219 m
DECLIVE MÁXIMO: 60 %
INCLINAÇÃO LATERAL MÁXIMA: 30 %
ÂNGULO ROTAÇÃO TORRE: 360 º
ÂNGULO DE ELEVAÇÃO DA PEÇA: 20 º
ÂNGULO DE DEPRESSÃO DA PEÇA: -10 º

Fonte: Revista “Operacional”.

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013. Fez parte da equipa desportiva da Rádio Hertz que ganhou o prémio Artur Agostinho (CNID) em 2020.

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