O terreno onde vai ser construído o novo hotel Villa Tejo, junto à estrada entre Constância e Montalvo, já se encontra vedado e está ser desmatado. É o arranque daquele que será o primeiro hotel de Constância.
Nesta altura o processo encontra-se na fase de entrega de projetos de especialidade na Câmara. O projeto global e o respetivo licenciamento deverão ser aprovados dentro de poucas semanas.
Naquele terreno vai surgir até à primavera de 2019 um equipamento hoteleiro de quatro estrelas que representa um investimento de 3,7 milhões de euros, comparticipado em cerca de 1 milhão de euros por fundos comunitários.
O Villa Tejo Nature & Spa Hotel, assim se vai designar a nova unidade, terá 28 quartos duplos, 10 suites, 5 suites premium com jacuzzi na varanda, SPA com piscina interior, jacuzzi, banho turco, sala de relaxamento e massagem com duche, restaurante, bar e um auditório, complementados no exterior por áreas verdes, percursos pedestres e de btt, zonas de estacionamento, esplanada panorâmica, piscina exterior e um parque infantil aquático.

O promotor é João Rosa, empresário que explora a Casa João Chagas, alojamento local no centro da vila.
Isenção de taxas divide Executivo
O pedido de isenção de taxas para o projeto do novo hotel dividiu o Executivo Camarário de Constância na reunião do dia 13.
A empresa Vila Poema – Sociedade Exploração de Gestão Hoteleira, promotora do investimento solicitava isenção de uma taxa de 1.981 euros no âmbito daquele projeto que ainda se encontra na fase inicial de terraplanagens do terreno.
Para ao Vereador António Mendes (PS) “isentar 1.981 euros num investimento de 5 milhões não faz sentido”, isto “sem pôr em causa o interesse do investimento”. O autarca alertou que, com esta isenção, iria criar-se um precedente alertando para eventuais consequências. Na mesma linha, o Vereador Natércio Candeias (PS) levantou uma série de questões sobre o investimento e questionou a justeza da isenção de taxas, considerando tratar-se de uma medida avulsa.

A Presidente Júlia Amorim defendeu que o projeto “deve ser acarinhado pela Câmara” e que a isenção de taxas é “um sinal de que o Município apoia o investimento”. Vai mais longe e defende que o regulamento deve ser alterado para permitir que haja incentivos a este tipo de investimentos de interesse para o concelho.
Naquela reunião o chefe de divisão do setor urbanístico, Jorge Heitor, depois de fazer uma resenha do historial do projeto, informou que o mesmo está na fase de entrega de projetos de especialidade.
