O problema dos maus cheiros que afetam a zona do Centro Escolar de Santa Margarida da Coutada, no concelho de Constância, persiste desde 2016 apesar de várias tentativas para tentar descobrir a origem do mesmo. Na última reunião de Câmara, o presidente da autarquia chegou mesmo a antecipar a possibilidade de fechar o equipamento educativo até que se detete a causa e resolva o problema. A autarquia anunciou uma conferência de imprensa a realizar este domingo, na antiga Casa do Povo de Santa Margarida da Coutada (ao lado do Centro Escolar de Santa Margarida da Coutada), sobre este assunto.
Relativamente a esta matéria, cinco mães e encarregadas de educação de alunos do Centro Escolar de Santa Margarida participaram na última reunião pública da Câmara Municipal de Constância, realizada no dia 29 de março, para denunciarem o agravamento do problema dos maus cheiros naquele estabelecimento de ensino.
Começou por intervir a cidadã Alice Campos, para apresentar o historial do problema que se arrasta desde 2016, denunciando o agravamento dos maus cheiros e referindo que estes se sentem até no exterior das instalações.
A preocupação das mães é a segurança das crianças e as implicações que o problema pode causar no estado de saúde dos cerca de 100 alunos.

Na aldeia de Santa Margarida as pessoas mais idosas referem a existência de antigas fossas no local onde foi construído o centro escolar, mas o Presidente da Câmara garantiu que essas fossas foram tapadas e situavam-se fora do recinto do centro escolar.
Apelando a que os autarcas se desloquem ao local após as férias da Páscoa, as mães manifestaram a sua preocupação e pediram uma rápida resolução do problema.
Em resposta, o Presidente da Câmara começou por esclarecer que não se trata de qualquer fuga de gás. Apesar de se continuar a desconhecer a origem dos maus cheiros, os técnicos confirmaram de que não havia qualquer fuga de gás.
Sérgio Oliveira explicou que já foram feitos vários estudos e testes para determinar as causas do problema mas até agora os resultados foram inconclusivos. Ainda no anterior mandato, técnicos do ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade fizeram análises ao ar do estabelecimento de ensino mas sem resultados.
O Presidente da Câmara explicou às cidadãs que a preocupação não é só delas mas de todos os autarcas, estando a Câmara a acompanhar permanentemente a situação. Sérgio Oliveira foi mais longe e colocou a hipótese de se encerrar o centro escolar até que se detete a causa e resolva o problema.

Para já, permanece um mistério a origem dos maus cheiros e só quando for detetada a origem dos mesmos, a Câmara poderá intervir. Para este domingo são aguardadas novidades sobre este processo na conferência de imprensa anunciada para o efeito.
