O Grupo de Ação da Pereira, aldeia na freguesia de Santa Margarida da Coutada, que conta com Rui Silva Pires enquanto porta-voz, continua à espera da apresentação e implementação de solução para a falta de rede de saneamento básico na localidade, algo que os cerca de 35 moradores reivindicam há vários anos.
As críticas ao Município têm-se intensificado desde que foi anunciada a desistência da construção da rede de saneamento e da ETAR (estação de tratamento de águas residuais), um investimento na ordem dos 280 mil euros, que contaria com apoios comunitários.
O Município já havia afirmado que tal sucedeu por falta de documentos entregues por alguns proprietários para a instrução em tempo útil. O grupo de moradores sai em defesa dos proprietários, indicando que “não foi solicitada a colaboração nem fomos esclarecidos dessas dificuldades”. O certo é que continuam à espera de uma solução que vá além do atual sistema de fossas sépticas.
Numa página nas redes sociais, o Grupo de Ação-Pereira, criado em junho de 2015, mantém-se ativo e crítico, continuando a reivindicar o saneamento básico naquela pequena aldeia do concelho de Constância
“Obrigam-nos a todos os deveres e cortam-nos o futuro e as condições básicas e dignas de vida. Apenas queremos o básico para se poder viver nesta terra!“, pode ler-se nas manifestações publicadas em jeito de reivindicação, onde se critica também o facto de a comunidade pagar há dezenas de anos a taxa de saneamento básico “sem ter esse serviço”.

Um dos últimos momentos em que o Grupo de Ação, através do porta-voz Rui Silva Pires, se fez ouvir em reunião de Câmara no final de setembro, levou a confronto sobre se já haveriam novidades quanto a soluções possíveis para aplicar na localidade.
O Grupo de Ação local questiona o autarca Sérgio Oliveira sobre a não divulgação de alternativas para concretizar uma rede de drenagem de águas residuais e ETAR da Pereira, praticamente sete meses após o anúncio da caducidade do projeto que tinha sido anunciado e do qual a autarquia desistiu por não ser possível avançar.
Rui Silva Pires defende ainda, em documento e comunicação a que o mediotejo.net teve acesso, que existem “erros declarados e não corrigidos” no PDM, apontando que a atual revisão que entrará em breve em discussão pública poderia ser uma oportunidade para outro tipo de planeamento para a aldeia, considerando que o anterior documento ainda em vigor “muito tem prejudicado a localidade”.
Quanto à falta de entrega de documentação por parte de alguns proprietários que, segundo a autarquia, impossibilitou a viabilidade de avançar o projeto que tinha apoio comunitário, diz que “não foi solicitada a nossa colaboração nem fomos esclarecidos dessas dificuldades” e que “também não houve, desta vez, a necessária consideração pelos investimentos privados que decorrem na localidade (que em parte serviram de argumento para se conseguir e justificar o apoio do POSEUR), pois precisam usufruir de tratamento de águas residuais e, assim, são fortemente prejudicados”.

Sérgio Oliveira já havia referido ao mediotejo.net estar o assunto esclarecido “há meses”, e não haver novidades para já sobre o tema.
Até ao momento não foram divulgados avanços quanto a estudos sobre alternativas e soluções para o problema da falta de saneamento na aldeia da Pereira, que a autarquia estará a desenvolver.
O projeto anunciado de construção da rede de saneamento e da ETAR (estação de tratamento de águas residuais) na localidade da Pereira, pequena aldeia da freguesia de Santa Margarida da Coutada, em Constância, acabou por ficar pelo caminho. A instrução do processo de investimento na ordem dos 280 mil euros, que contaria com apoios comunitários, não foi concluída em tempo útil devido à falta da entrega de documentos por parte de alguns proprietários e a caducidade do apoio acabou por ser declarada. A aldeia, que tem apenas 35 habitantes, continua a ser servida pelo sistema de fossas sépticas.
O Grupo de Ação local continua a reclamar por melhores condições de vida e que possibilitem a fixação de pessoas e atração de investimento, mostrando-se disponível para encontrar uma solução que possa contribuir para minimizar o impacto do despovoamento que se faz sentir naquela zona do concelho.
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