Um computador da Inspeção-Geral do Ambiente foi roubado à porta de um restaurante na Mealhada, enquanto o inspetor jantava, avança o jornal Expresso. Não era um computador qualquer: continha os dados relativos à investigação sobre a responsabilidade da empresa Celtejo nos focos de poluição que cobriram de espuma o rio Tejo em janeiro.
Contudo, segundo o Expresso, a informação contida neste computador já tinha sido copiada na sede da Inspeção-Geral do Ambiente, pelo que não deverá prejudicar as investigações em curso.
As autoridades policiais descartam, para já, que o assalto tenha sido especificamente dirigido a este computador, considerando que no local decorrem vários furtos deste tipo. Terá sido apenas uma infeliz coincidência?
Recorde-se que já tinham existido grandes dificuldades para recolher amostras junto à saída do efluente da ETAR da Celtejo, tendo só sido possível fazê-lo à quarta tentativa, e com a presença de três inspetores durante 24 horas no local.
Algumas amostras terão desaparecido, ou de alguma forma terá sido boicotada a sua correta recolha, factos que estão a ser investigados pela polícia. O resultado destas análises, segundo anunciou esta semana o Ministério do Ambiente, encontram-se agora em segredo de justiça e não serão divulgados publicamente até à conclusão do processo.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a Celtejo, que opera em Vila Velha de Rodão, é responsável por 90% das descargas de celulose no rio Tejo.
