Um computador da Inspeção-Geral do Ambiente foi roubado à porta de um restaurante na Mealhada, enquanto o inspetor jantava, avança o jornal Expresso. Não era um computador qualquer: continha os dados relativos à investigação sobre a responsabilidade da empresa Celtejo nos focos de poluição que cobriram de espuma o rio Tejo em janeiro.

Contudo, segundo o Expresso, a informação contida neste computador já tinha sido copiada na sede da Inspeção-Geral do Ambiente, pelo que não deverá prejudicar as investigações em curso.

As autoridades policiais descartam, para já, que o assalto tenha sido especificamente dirigido a este computador, considerando que no local decorrem vários furtos deste tipo. Terá sido apenas uma infeliz coincidência?

Recorde-se que já tinham existido grandes dificuldades para recolher amostras junto à saída do efluente da ETAR da Celtejo, tendo só sido possível fazê-lo à quarta tentativa, e com a presença de três inspetores durante 24 horas no local.

Algumas amostras terão desaparecido, ou de alguma forma terá sido boicotada a sua correta recolha, factos que estão a ser investigados pela polícia. O resultado destas análises, segundo anunciou esta semana o Ministério do Ambiente, encontram-se agora em segredo de justiça e não serão divulgados publicamente até à conclusão do processo.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a Celtejo, que opera em Vila Velha de Rodão, é responsável por 90% das descargas de celulose no rio Tejo.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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