O incêndio de Mação, que deflagrou pouco depois das zero horas de 16 de agosto, já se encontra em resolução. Cerca de 70% do concelho ardeu e prevêem-se “anos difíceis”, comentou este sábado, 19 de agosto, ao mediotejo.net o vice-presidente da Câmara, António Louro. Autarca defende que o país deve fazer um estudo aprofundado sobre os grandes incêndios que varreram o país. Também o incêndio de Gavião, a lavrar desde 17 de agosto, está dominado.
“Neste momento não existe nenhuma frente ativa”, referiu ao mediotejo.net António Louro, explicando que os Bombeiros se encontram em “fase de vigilância” por forma a evitar reacendimentos. O grande perigo são as condições climatéricas, propícias a reativar os fogos. “Há alguns pontos quentes que estão a ter uma vigilânca acrescida”, afirmou.
O cenário porém é “desolador”, admitiu. Num concelho onde a floresta é uma das grandes pilares da economia local, 70% de área ardida trará problemas à população. “Esperam-nos anos difíceis”, referiu, salientando no entanto que é altura de reconstruir.
“O país precisa de analisar esta série de incêndios florestais”, defendeu. Um estudo alargado que permita tirar conclusões sobre este verão de 2017.
Segundo informação da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), pelas 19 horas deste sábado, o fogo de Mação não tinha frentes ativas, tendo ficado dominado minutos depois. O fogo de Gavião, distrito de Portalegre, também está dominado. Em ambas as ocorrências procedem-se a trabalhos de rescaldo, algum combate, vigilância, e consolidação e, apela-se, muita, muita prudência.
*com Elsa Ribeiro Gonçalves
