Num início de ano letivo que já ficou marcado por novas manifestações de professores, Cláudia André, da Sertã, deputada do PSD eleita por Castelo Branco, questionou o Ministro da Educação, João Costa, sobre a falta de respostas para o setor, tendo feito notar que era previsível, há anos, a falta de professores, quer pela estrutura etária quer pela cronologia da classe docente.
A parlamentar social democrata considerou ainda que a situação teria melhor resolução se tivesse havido uma articulação com o ensino superior de forma a “perceber como recuperar os cursos que entretanto foram encerrados, sobretudo nas universidades que formam professores para o 3º ciclo e secundário”.
Cláudia André, professora de formação, quis saber “que formação pedagógica tem sido criada com o ensino superior? O que está previsto de forma estruturante para formar mais professores, na formação inicial, e formar mais professores dos profissionais que estão noutra carreira e querem entrar na carreira docente?”.
Já sobre a valorização da carreira, a parlamentar pede que a mesma seja feita “porque uma escola sem professores não é escola e os alunos portugueses precisam de professores”.
Outra das iniciativas que marcou o início do ano letivo na Assembleia da República foi a Conferência sobre a recuperação de aprendizagens, realizada no final de setembro.
Para Cláudia André, que marcou presença na qualidade de coordenadora do grupo de trabalho, a recuperação das aprendizagens na pandemia “não está concluída nem resolvida. Os seus efeitos terão consequências que perdurarão no tempo, sobretudo nos alunos que na altura da pandemia frequentavam o primeiro ciclo”.
Desta forma, defende que o “plano deve ser prolongado e adaptado para futuro. Há que repensar a distribuição do financiamento dos diferentes ministérios nas diferentes tutelas e ponderar muito seriamente uma maior atenção para a educação e para o trabalho nas escolas, pelas escolas, pelos professores”.
Na audiência com a Associação Portuguesa de Educação Ambiental, Cláudia André, afirmou que a educação ambiental é “fundamental também para evitar alguns radicalismos que existem perante o aproveitamento desta causa, que é uma causa de todos e é uma causa que deve ir além dos partidos e das ideologias políticas, para que possamos defender o ambiente uma vez que a educação e o ambiente são o futuro e são eles que têm de ser preservados”.
Já recentemente, em pleno plenário, Cláudia André, apresentou um projeto de Resolução do PSD sobre a retirada do amianto nas escolas públicas.
Considerando que “todo o processo está no segredo dos deuses, não se conhecendo qualquer avaliação atualizada sobre a presença e a retirada de todos os materiais que contém amianto”, a parlamentar considera que neste início de ano letivo “com as atenções centradas na má gestão dos recursos humanos, por parte do ministério da educação” devemos também mobilizar-nos “a favor de condições que garantam a segurança ambiental e a saúde pública em todos os estabelecimentos escolares do país para a proteção de todos”.
De acordo com a deputada, para o PSD é “fundamental fazer um balanço do que foi executado e do que ficou por concretizar a fim de identificar necessidades de novas intervenções e considerar num planeamento uma futura fase para o programa. Sendo neste ponto que o ministério da educação falha às suas responsabilidades”.
No projeto de resolução apresentado, o PSD quer ainda “que o governo prepare uma segunda fase do programa de remoção do amianto criando condições de financiamento de novas intervenções em função das necessidades identificadas”.
