Unidade Hospitalar de Torres Novas da ULS Médio Tejo.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) tem neste momento um conjunto de serviços a sofrerem reestruturações. A urgência cirúrgica do Hospital de Abrantes estará em obras entre 2017 e 2018. Torres Novas aguarda a transferência do serviço de cirurgia de Santarém. Ourém, que não possui Hospital, pouca alteração parece ter sofrido com a possibilidade de ir para o Hospital de Leiria.

No âmbito de uma conferência de imprensa em Torres Novas sobre o vírus da Gripe na terça-feira, 13 de dezembro, as alterações que estão a ser operadas nos diferentes Hospitais que integram o CHMT foram levantadas pelos jornalistas presentes. O presidente do conselho de administração do CHMT, Carlos Andrade, adiantou algumas novidades e esclareceu notícias que têm vindo a público.

O Hospital de Abrantes tem o projeto de arquitetura da requalificação da urgência médico-cirúrgica em finalização. Uma parte das obras será concretizada em 2017 e a seguinte em 2018. “Não é pintar paredes, é requalificar”, sublinhou Carlos Andrade. “As condições físicas são apertadas”, constatou, explicando que não estava previsto o serviço ter tanta afluência.

O Hospital de Torres Novas já tem o seu bloco operatório concluído, mas ainda não há data para a transferência do serviço de Santarém, cujo bloco vai entrar em obras. “Se Santarém não conseguir dinamizar-se para vir para cá, obviamente que outras entidades começam a manifestar-se nesse sentido”, comentou Carlos Andrade sobre a intenção do Hospital de Leiria de usufruir do serviço. Mas “a nossa preferência é Santarém”, terminando o tema referindo que “a Primavera é sempre boa altura para começar coisas”.

Já Ourém, que viu este ano ser-lhe aberta a possibilidade de acorrer aos serviços de Leiria, não regista aparentemente grandes alterações nas suas rotinas. “Não temos sentido flutuações de utentes para Leiria”, constatou Carlos Andrade. O responsável explicou que o circuito dos doentes manteve-se, os que já seguiam para Leiria continuam a fazê-lo, os que eram atendidos no CHMT assim permanecem. Mas “vamos ver agora quando fecharmos anos”, referiu.

Sobre a preocupação dos deputados do PSD do círculo de Santarém em que parte do orçamento do CHMT seja canalizado para Leiria devido à preferência dos utentes de Ourém por aquele Hospital, Carlos Andrade frisou que “não há nenhum impacto orçamental no CHMT devido à livre escolha”.

“Aquilo que nós formos capazes de fazer o Ministério acompanha”, referiu, adiantando que no último ano a “atividade até aumentou”.

Questionado sobre a sua continuidade à frente do CHMT, Carlos Andrande referiu apenas que “não há novidades nenhumas, estamos todos serenamente a trabalhar”. “É muito cedo, o mandato está quase a terminar mas ainda não terminou”, constatou, referindo que “temos consciência que fizemos o melhor possível nestes dois anos”. Afirmando uma relação “cordial” com o Ministério, terminou salientando que a grande preocupação neste momento é o vírus da Gripe.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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