Após o alerta emitido na segunda-feira pela Autoridade Nacional Proteção Civil (CDOS) de Santarém para a ocorrência de episódios de cheias nas margens do rio Tejo em diversos concelhos do distrito, o mediotejo.net falou com Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha sobre esta situação pouco previsível nesta altura do ano e confirmou a subida das águas. Há cerca de 50 anos que não se falava de cheias em pleno mês de maio.

O presidente da autarquia reforçou as críticas à gestão das centrais hidroelétricas portuguesas e espanholas, que responsabiliza por esta situação, ao deixarem as barragens atingirem cotas entre os 95% e os 100%.

A cota máxima foi atingida na manhã de segunda-feira na Barragem do Castelo de Bode e levou à abertura das comportas, resultando na subida das águas que já se notava em alguns pontos do Parque de Escultura Contemporânea Almourol ao final da tarde de ontem

Para Fernando Freire, esta não se trata de “uma cheia natural” e é consequência “da alta contenção que se fez de água” por uma questão de “economia de mercado, nomeadamente o preço da energia”.

O autarca salienta a urgência em resolver a questão do rio Tejo e apontou as ações realizadas por diversas entidades nos últimos tempos, nomeadamente a associação proTEJO – Movimento pelo Tejo.

O trabalho desenvolvido em conjunto com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo também foi salientado, referindo o III Congresso do Tejo que brevemente levará especialistas nacionais ao concelho com o objetivo de debater “a sustentabilidade do rio Tejo”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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