CDU de Paialvo exige médico presencial e recuperação de património público. Foto arquivo: CDU Paialvo

A CDU de Paialvo, no concelho de Tomar, reclamou medidas para garantir o atendimento médico presencial no Centro de Saúde de Carrazede, considerando que o recurso a teleconsultas não pode constituir uma solução definitiva para a falta de profissionais de saúde naquela unidade.

Em comunicado, a Coligação Democrática Unitária (CDU) dá conta das preocupações apresentadas na reunião da Assembleia de Freguesia de Paialvo, realizada em 30 de setembro, durante a qual questionou o executivo da Junta sobre questões relacionadas com a saúde, a recuperação do património público e o apoio ao movimento associativo.

A falta de médico no Centro de Saúde de Carrazede foi um dos principais assuntos levantados pela CDU, que considera necessário assegurar cuidados de saúde de proximidade à população e evitar que a ausência de profissionais seja compensada exclusivamente através de consultas à distância.

Para a coligação, «a substituição de consultas presenciais por teleconsultas não pode ser encarada como uma solução definitiva para a ausência de profissionais de saúde», sublinhando que o acesso aos cuidados de saúde não deve depender do local de residência dos utentes.

Nesse sentido, a CDU questionou o executivo da Junta de Freguesia sobre as diligências realizadas junto da Unidade Local de Saúde (ULS) para garantir a presença de um médico, bem como sobre as medidas previstas para assegurar o atendimento presencial à população.

Recuperação de património público também preocupa

Outro dos assuntos abordados na Assembleia de Freguesia foi o estado de degradação dos terrenos e de um imóvel situados em Bexiga, pertencentes à Junta de Freguesia de Paialvo.

A CDU pretende conhecer as intenções do executivo relativamente à utilização daqueles espaços e saber se existem orçamentos, apoios financeiros ou candidaturas que permitam avançar com a sua recuperação.

A coligação considera que o património público deve ser preservado, valorizado e colocado ao serviço da comunidade, defendendo a definição de prioridades e a apresentação de um projeto concreto para a recuperação e utilização dos imóveis.

«O património público não pode ser deixado ao abandono», sustenta a CDU, apelando à procura de financiamento e à concretização de intervenções que permitam recuperar os espaços.

CDU quer associações locais mais envolvidas nas iniciativas da freguesia

O apoio ao movimento associativo constituiu outro dos temas da intervenção da CDU, que defendeu uma maior participação das coletividades locais nas atividades organizadas pela Junta de Freguesia.

A coligação propôs, nomeadamente, que a animação do almoço de convívio seja assegurada, sempre que possível, por grupos pertencentes às associações da freguesia, valorizando o trabalho cultural e recreativo desenvolvido ao longo do ano.

Para a CDU, estas iniciativas representam oportunidades para promover a cultura local e dar visibilidade às coletividades, reforçando a sua ligação à comunidade.

No comunicado, a coligação defende uma Junta de Freguesia mais interventiva, capaz de reivindicar soluções junto das entidades competentes, procurar oportunidades de financiamento e trabalhar em articulação com a população e as associações.

A CDU garante que continuará a exercer uma oposição «atenta, responsável e exigente», fiscalizando a ação do executivo e apresentando propostas para responder às necessidades da freguesia.

«A freguesia não precisa apenas de contas certas. Precisa de respostas certas!», conclui o comunicado.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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