Casa do Povo do Pego passa a deter todo o terreno do campo de futebol. Foto arquivo: CMA

A Casa do Povo do Pego vai passar a ser proprietária de todo o terreno onde está instalado o campo de futebol, após a Câmara de Abrantes ter aprovado a cedência gratuita de duas parcelas municipais, uma regularização que permitirá ao clube candidatar-se a apoios financeiros e avançar com melhorias no recinto.

A cedência das duas parcelas, aprovada por unanimidade na reunião do executivo municipal de 22 de setembro, destina-se exclusivamente à regularização, manutenção e desenvolvimento do campo de futebol e respetivas instalações desportivas de apoio.

Segundo a Câmara de Abrantes, as duas parcelas agora cedidas correspondiam a cerca de metade do terreno onde está instalado o recinto desportivo e têm um valor patrimonial conjunto de 147.913,32 euros.

O presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, explicou que a passagem dos terrenos para a Casa do Povo do Pego permite resolver a situação jurídica e urbanística do campo de futebol, criando condições para que o clube possa procurar financiamento para investir nas instalações.

Com a regularização da propriedade, a coletividade passa a poder apresentar candidaturas a fundos de apoio financeiro, celebrar contratos-programa com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), procurar apoios junto da Federação Portuguesa de Futebol e realizar obras de melhoria no complexo.

A autarquia justifica a cedência gratuita com o interesse público associado à promoção do desporto e ao apoio ao movimento associativo, considerando que o benefício social e desportivo e o retorno indireto para a comunidade do Pego e para o concelho ultrapassam o valor financeiro do património municipal cedido.

O campo de futebol é apontado pelo Município como o principal polo da atividade desportiva no Pego, sendo utilizado diariamente por dezenas de atletas dos vários escalões de formação e seniores, além de servir a população escolar.

Para a Câmara de Abrantes, o equipamento assume igualmente uma função de coesão social na freguesia, sendo a regularização da propriedade considerada necessária para criar condições para futuros investimentos no recinto.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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