A Câmara Municipal de Abrantes aprovou, por unanimidade, a atribuição de um apoio de 150 mil euros à Junta de Freguesia de Carvalhal para a primeira fase da construção de um espaço multiusos junto à igreja da localidade, equipamento destinado a acolher atividades culturais, desportivas, recreativas e comunitárias ao longo do ano.
O investimento destina-se ao arranque de um projeto há muito ambicionado pela freguesia e pelo movimento associativo local, que prevê a criação de um edifício polivalente, com cozinha de apoio, no espaço onde tradicionalmente decorrem as festas de verão e outras iniciativas promovidas pelas associações.
Segundo explicou o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, o projeto já vinha sendo preparado pela Junta de Freguesia, mas ganhou maior urgência após a passagem da tempestade Kristin, em janeiro, que destruiu as estruturas provisórias existentes naquele espaço.
“Com a tempestade Kristin, as estruturas que estavam ali precárias ficaram todas destruídas, todas danificadas”, afirmou o autarca, acrescentando que o projeto de arquitetura se encontra concluído e que o apoio agora aprovado permitirá “o arranque desta obra tão importante”.
De acordo com Manuel Jorge Valamatos, o investimento municipal, complementado por verbas da Junta de Freguesia, permitirá iniciar a construção do edifício, estando o município disponível para procurar “outros mecanismos de apoio” que contribuam para a conclusão da obra.
O presidente da Câmara indicou que o lançamento da empreitada deverá ocorrer após a realização das festas anuais da freguesia, agendadas para os dias 7, 8 e 9 de agosto.
“Será um edifício de futuro, polivalente, com diferentes possibilidades de animação e de atividades para a freguesia e ficará ao serviço da comunidade”, afirmou.
O autarca destacou ainda o esforço desenvolvido pela população e pelas associações locais para garantir a realização das festas deste ano, apesar dos estragos provocados pela tempestade.
“Esse é um dos aspetos mais relevantes da nossa comunidade. As associações, as nossas pessoas e os grupos formais e informais foram capazes, em conjunto, de ultrapassar as dificuldades”, disse, lamentando, contudo, que “seis meses depois, os apoios não tenham chegado à velocidade que queríamos, nem para dar resposta a todas as necessidades”.
