O nosso mundo, a nossa bolha. Harmonia, felicidade e o sentimento de estarmos completos. Não desejamos mais porque não precisamos de muito para sentir que temos tudo. A esfera da vida que rola e muda o centro de gravidade das nossas prioridades. Sentimos mais, sentimos que somos muito mais… naquilo que importa e não naquilo que a nova clarividência nos mostra que era acessório.
E quando sentimos que melhor era impossível, o choque frontal com uma realidade desconhecida, que abala os nossos pilares, provoca ansiedade, nos tira o sono e nos faz perder a fé, prova-nos que tudo o que está começado… está longe de estar acabado.
As horas passam a ser mastigadas lentamente, querendo acreditar que os cenários negros construídos pelo inconsciente do nosso imaginário serão completamente destruídos quando chegarem as boas notícias que tanto desejamos.
Olhamos para o que temos, valorizando ainda mais o que não percebíamos que tínhamos.
Perspetiva e realidade… que nos mostra que afinal o nosso tesouro é incomensuravelmente maior do que o que está dimensionado no 1º parágrafo, porque quando achamos que temos tudo e receamos ficar sem nada, percebemos que temos ainda mais do que julgávamos que tínhamos.
Passar do 8 ao 80… e entretanto do 80 para o 40. As boas notícias. Não tão boas como esperávamos… mas muito melhores do que receávamos.
Respirar, voltar a sorrir, agradecer, aproveitar o momento e voltar a viver a vida que por longos momentos ficou suspensa. Mesmo sabendo que as nuvens lá continuam… mas que já foram mais negras!
Acreditar.
Acreditar que nada acontece por acaso sem esquecer que a dificuldade e o sofrimento são a forja dos sentimentos mais nobres.
Sentimentos mais nobres que estão na origem da força de um novo viver.
Tudo está bem quando acaba bem. Mesmo que ainda não esteja e que ainda não tenha acabado.
Um dia de cada vez… vivendo… valorizando o que temos… aproveitando o momento!
