Juliana Mauger (mezzo soprano) atua no Museu Nacional Ferroviário. Foto: DR

A Sala do Comboio Real, no Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, recebe este sábado, às 15h30, o concerto “Canto da Terra”, uma viagem por tradições musicais da Irlanda, do Brasil e de outras geografias, com a mezzo-soprano Juliana Mauger e o maestro Brian MacKay.

O espetáculo integra o ciclo “Música no Museu”, que decorre entre setembro e novembro e cruza música de câmara com alguns dos espaços mais emblemáticos do património ferroviário. A iniciativa faz parte do programa comemorativo dos 170 anos do Caminho de Ferro em Portugal.

Em “Canto da Terra”, a voz de Juliana Mauger é acompanhada ao teclado por Brian MacKay, maestro e diretor do Festival ZêzereArts, num programa que parte das tradições musicais irlandesa e brasileira para percorrer outras geografias e repertórios.

O cenário escolhido é a Sala do Comboio Real, espaço associado a uma das peças mais emblemáticas da coleção do museu. O Comboio Real esteve ao serviço da família real portuguesa e foi utilizado, entre outros, pela rainha D. Maria Pia, pelo rei D. Luís I e pelo príncipe D. Carlos.

O concerto começa às 15h30 e tem uma duração aproximada de 50 minutos. Tal como acontece com os restantes espetáculos de “Música no Museu”, o acesso está incluído no bilhete regular de entrada no Museu Nacional Ferroviário, sem qualquer custo adicional.

O ciclo arrancou em 05 de setembro com “Arcos em Duelo”, de Carolina Costa e Francisco Viana, e prosseguiu no sábado seguinte com “Gaitas e Folias”, encontro entre o acordeonista Pedro Santos e o clarinetista Paulo Gaspar, numa proposta que cruzou jazz, música clássica, tango e sonoridades contemporâneas.

Depois do concerto de hoje, “Canto da Terra” regressa ao Museu Nacional Ferroviário em 17 de outubro. Antes disso, a programação retoma em 10 de outubro com “E Tudo o Vento Levou”, uma proposta dedicada à música para metais, junto à locomotiva CP 553, na Rotunda das Locomotivas. “Gaitas e Folias” repete-se em 24 de outubro e “Arcos em Duelo” em 07 de novembro.

Promovido pelo Museu Nacional Ferroviário em parceria com a Musicamera Produções, o ciclo (consultar programa AQUI) pretende aproximar a criação musical do património histórico e industrial, recorrendo a diferentes salas e equipamentos do museu como cenário para concertos de formato intimista.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply