A Câmara de Torres Novas está a estudar o reforço da oferta dos Transportes Urbanos de Torres Novas (TUT), admitindo aumentar o número de viaturas em circulação e alargar horários e percursos, estando já prevista uma nova paragem para servir a USF Cardílio.
O tema foi levantado na reunião de segunda-feira do executivo, com um pedido para que fosse analisada a possibilidade de os TUT passarem a circular durante todo o fim de semana, procurando responder sobretudo às necessidades de pessoas com mobilidade reduzida ou sem transporte próprio.
Atualmente, os transportes urbanos funcionam nos dias úteis e durante parte do sábado, através das linhas Vermelha, Verde, Azul e Verde Express.
Na resposta, o executivo reconheceu a existência de necessidades de reforço, embora tenha alertado para as limitações dos recursos disponíveis.
“Tudo pode ser feito, os recursos é que não são ilimitados”, foi referido na reunião, defendendo-se a necessidade de encontrar um equilíbrio entre o aumento da oferta e os meios disponíveis.
A autarquia está, ainda assim, a estudar “um reforço do número de viaturas a circular”, tendo reconhecido que existem períodos em que os autocarros seguem sobrelotados e em que é necessário aumentar a capacidade de resposta.
“Sabemos que há horas que são mais complicadas para alguns passageiros, onde muitas vezes as nossas viaturas vão sobrelotadas e é preciso dar uma resposta”, foi afirmado.
A rede deverá também sofrer alterações com a abertura da USF Cardílio, para a qual a Câmara prevê criar uma nova paragem destinada aos utentes da unidade de saúde.
Segundo foi explicado, essa alteração deverá obrigar igualmente a reajustamentos nos horários e insere-se numa análise mais ampla dos percursos e do raio de ação das linhas existentes.
A Câmara admite ainda estudar o alargamento do horário de funcionamento dos TUT, incluindo ao fim de semana, embora tenha afastado a possibilidade de garantir uma cobertura permanente em todos os locais.
“Gostaríamos de chegar a todos os dias da semana, a todas as horas”, foi referido, ressalvando-se que, numa perspetiva prática, não é possível assegurar uma rota “24 horas por dia a todos os locais”.
O executivo deixou, por isso, em aberto alterações futuras ao serviço, quer através do alargamento dos horários e percursos, quer pelo reforço da oferta e do número de viaturas em circulação.
