A Câmara de Tomar continua a estudar a localização de um novo parque de autocaravanas, quase dez meses depois do encerramento do espaço que existia na cidade. O ponto de situação foi pedido pela vereadora do PS, Filipa Fernandes, que questionou o executivo sobre a solução anunciada anteriormente e sobre a ausência de avanços visíveis.
Filipa Fernandes recordou que o parque anterior tinha utilização diária e contribuía para a circulação de turistas na cidade, tendo sido substituído por um espaço destinado a eventos. A vereadora afirmou que o presidente da Câmara tinha anunciado a existência de uma nova localização e perguntou se já foram realizados estudos, procedimentos administrativos ou avaliações, bem como se existe um projeto definitivo e um calendário para a sua concretização.
Tiago Carrão (PSD) explicou que o município reuniu com várias associações de autocaravanistas e que as opiniões recolhidas levaram a repensar a solução que estava inicialmente a ser considerada. Segundo o presidente, o espaço que a Câmara tinha em mente poderia não corresponder às necessidades dos utilizadores, pelo que foi decidido voltar a analisar o território e procurar uma ou mais localizações que respondam melhor a essas necessidades.
O autarca acrescentou que estão a ser exploradas possibilidades que envolvem entidades privadas e espaços fora da malha urbana da cidade, acrescentando que o processo está em curso e que o município pretende apresentar, a curto prazo, a ideia ou projeto que vier a ser escolhido.
Tiago Carrão contestou ainda a descrição do espaço que substituiu o parque, defendendo que se trata de uma área aberta à população e não apenas de um recinto para eventos.
Filipa Fernandes considerou a resposta insuficiente e acusou o executivo de apresentar intenções sem concretizar uma solução. A vereadora recordou que, numa reunião realizada em abril com representantes do setor, tinha ficado com a indicação de que o processo estava encaminhado, e criticou a mudança de posição entretanto comunicada.
Também Hugo Cristóvão defendeu que a cidade precisa de uma resposta própria. O vereador socialista observou que existem alternativas privadas noutras zonas do concelho, mas considerou que a perda de capacidade na cidade exige uma solução que permita continuar a receber autocaravanas junto do centro urbano.
