Câmara de Ourém em reunião. Foto: mediotejo.net

A Câmara de Ourém decidiu notificar o proprietário da Colina dos Piscos, espaço de eventos que funciona numa antiga cerâmica em Ourém, proibindo a realização de eventos no local. A decisão, tomada no início deste mês de maio em reunião do executivo, surge na sequência de protestos por parte de um grupo de moradores da zona envolvente daquela quinta.

Segundo a autarquia, a Colina dos Piscos tem licença para funcionar como alojamento local, mas não como espaço de eventos, como seja casamentos, batizados e outras festas. A Câmara decidiu notificar o proprietário para cessar a atividade, por falta de licenciamento, e deu conhecimento da deliberação à GNR.

O vereador Natálio Reis informou o executivo de que já deu entrada na Câmara um processo de licenciamento que obriga a obras de insonorização do espaço, para que os vizinhos não sejam incomodados com o barulho durante os eventos.

Na reunião participaram quatro moradores do Casal do Pisco que deram conta dos problemas que enfrentam quando há eventos na quinta e que já tinham sido objeto de um abaixo assinado por parte dos residentes nas imediações.

Moradores do Casal dos Piscos na reunião de Câmara. Foto: mediotejo.net

Segundo um dos moradores, os protestos já duram há cerca de três anos. Durante as tardes de festa dizem que o barulho é aceitável. Torna-se insuportável a partir das 23h00/23h30, quando os vizinhos, incluindo crianças e idosos, querem descansar. Diz uma moradora que a música se prolonga “até às tantas da manhã, por vezes até cerca das 6h00”.

Isto porque o edifício, uma antiga cerâmica, não tem qualquer tipo de isolamento acústico, o que faz com que o som da música e da algazarra da festa se propague pelas redondezas.

“Temos direito a sossego. Queremos dormir uma noite sossegada. O problema do barulho tem tendência a piorar, daqui para a frente é só casamentos todos os fins de semana”, referiu uma moradora na reunião de Câmara, tendo ainda dado conta de sucessivas deslocações da GNR ao local, durante as noites de festa.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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